A combinação de chuveirinho, bidê e novas tecnologias aponta para uma transformação gradual nos hábitos de higiene íntima / ImageFX
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Durante décadas, o papel higiênico foi símbolo quase incontestável de higiene nos banheiros brasileiros. No entanto, esse hábito começa a ser questionado. Cada vez mais pessoas estão adotando alternativas que utilizam água como principal aliada da limpeza, impulsionadas por fatores como economia, conforto e preocupação ambiental.
A mudança não é pontual nem passageira. Em diferentes países, e também no Brasil, cresce o debate sobre a eficiência do papel higiênico e seus impactos antes mesmo de chegar ao banheiro.
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A produção do papel higiênico envolve consumo intenso de árvores, grandes volumes de água e uso de produtos químicos. No uso diário, o desperdício também chama atenção: não é raro que uma única ida ao banheiro consuma boa parte de um rolo.
Diante desse cenário, soluções que utilizam água ganham destaque por oferecerem sensação maior de limpeza e reduzirem significativamente a geração de resíduos.
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Entre as alternativas, o chuveiro higiênico — popularmente chamado de chuveirinho — é o favorito dos brasileiros. Presente em muitas residências, ele se destaca pelo custo acessível, instalação simples e eficiência na higiene íntima.
Além de reduzir o uso de papel, o chuveirinho ajuda a evitar irritações na pele e, ao longo do mês, pode representar economia no orçamento doméstico.
Considerado ultrapassado por muitos anos, o bidê começa a retornar aos banheiros, principalmente em projetos que priorizam conforto e bem-estar. O equipamento oferece limpeza suave e eficiente com água corrente.
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Apesar de ocupar mais espaço, o bidê vem sendo resgatado por consumidores que buscam uma experiência mais completa e menos agressiva à pele.
Outra tendência em crescimento são os assentos sanitários eletrônicos, muito populares em países asiáticos. Esses dispositivos oferecem jatos de água com intensidade e posição ajustáveis e, em modelos mais avançados, função de secagem.
Antes associados ao luxo, os assentos eletrônicos se tornaram mais acessíveis e começam a conquistar espaço no mercado brasileiro.
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Os panos laváveis surgem como a opção mais radical do ponto de vista ambiental, já que praticamente eliminam a geração de lixo. No entanto, exigem cuidados rigorosos com lavagem e higiene, o que ainda gera resistência e limita sua adoção em larga escala.
O papel higiênico segue presente na maioria dos lares, mas já não reina sozinho. A combinação de chuveirinho, bidê e novas tecnologias aponta para uma transformação gradual nos hábitos de higiene íntima.
Se a tendência continuar, o tradicional rolo de papel pode, no futuro, parecer um costume do passado — substituído por soluções mais eficientes, confortáveis e alinhadas com a preocupação ambiental.
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