Cotidiano

Adeus, McDonald's? Gigante do fast food chinês chega ao Brasil com investimento bilionário

A primeira unidade foi aberta no Shopping Cidade São Paulo, na Avenida Paulista, marcando o início de uma expansão bilionária

Ana Clara Durazzo

Publicado em 23/01/2026 às 11:00

Atualizado em 28/01/2026 às 08:56

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Com a fábrica própria em planejamento, a tendência é que a Mixue saia dos grandes centros e se espalhe rapidamente por cidades do interior / Divulgação

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A rede chinesa Mixue Ice Cream & Tea, uma das maiores cadeias de alimentação do mundo, deve desembarcar oficialmente no Brasil nos próximos meses. A previsão de abertura da loja é para março, ainda sem data definida.

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A estreia da marca no país será no Shopping Cidade São Paulo, na Avenida Paulista, em São Paulo, marcando o início de uma expansão que promete movimentar o setor de sobremesas e bebidas.

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Os números impressionantes da Mixue:

  • Presença Global: Mais de 45 mil unidades em 12 países (superando o número de lojas de marcas como Starbucks e McDonald's).

  • Investimento no Brasil: R$ 3,2 bilhões projetados.

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  • Geração de Empregos: Promessa de até 25 mil vagas até 2030.

  • Estratégia: Preços baixos e modelo de franquias de baixo custo operacional.

O segredo dos preços baixos

Diferente de outras redes internacionais, a Mixue foca na verticalização. A empresa planeja construir sua própria fábrica de suprimentos no Brasil.

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Isso permite que ela forneça insumos baratos aos franqueados e mantenha o preço final extremamente competitivo, focando nos consumidores que buscam sobremesas e o famoso bubble tea (chá com bolhas) sem pesar no bolso.

'A rede aposta no volume: lucro menor por unidade, mas presença em cada esquina', explicam especialistas do setor.

Estratégia selada na diplomacia

A chegada da marca não é por acaso. O anúncio do investimento bilionário ocorreu durante a visita oficial do presidente Lula à China, reforçando a nova onda de investimentos chineses no setor de serviços e varejo brasileiro.

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Desafios no Brasil: O paladar local

Embora o preço seja um atrativo, a Mixue enfrenta o desafio da tropicalização. Para vencer a concorrência nacional, a rede deve:

  1. Adaptar o nível de açúcar de suas bebidas.

  2. Incluir sabores regionais (como frutas brasileiras) no cardápio de sorvetes.

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  3. Competir diretamente com quiosques de sobremesa já consolidados em shoppings.

O que esperar para os próximos meses?

Com a fábrica própria em planejamento, a tendência é que a Mixue saia dos grandes centros e se espalhe rapidamente por cidades do interior, repetindo o modelo de sucesso que a tornou um fenômeno na Ásia.

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