Popularidade de animais alternativos entre jovens acende alerta sobre necessidades específicas de manejo, alimentação e legislação / Reprodução/Imagem feito por IA
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Cães e gatos já não são os únicos protagonistas quando o assunto é adoção de pets. A Geração Z, jovens nascidos entre 1997 e 2012, está reconfigurando o mercado ao demonstrar interesse crescente por animais não convencionais, como répteis, roedores e aves.
Dados da Associação Americana de Produtos para Pets revelam que 34% dos tutores dessa faixa etária têm pequenos animais, enquanto 22% são responsáveis por aves.
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Para Luiz Guaraná, veterinário especializado em animais não convencionais, o perfil da Geração Z ajuda a explicar a tendência. Segundo ele, os jovens dão maior importância à qualidade de vida, passam mais tempo em casa e, com isso, têm mais condições de acolher diferentes espécies em sua rotina.
Hamsters, porquinhos-da-índia, calopsitas e até serpentes estão entre os bichos mais procurados. As redes sociais também têm papel importante nesse movimento: vídeos sobre animais exóticos viralizam e despertam a curiosidade dos jovens.
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Apesar do apelo, especialistas fazem um alerta: essas espécies têm necessidades muito diferentes das tradicionais. Temperatura, alimentação e manejo adequado são pontos críticos para garantir o bem-estar dos animais.
"Muitos desses animais exigem cuidados específicos, que nem sempre são conhecidos pelos tutores. Antes de adquirir qualquer espécie, o tutor deve consultar um profissional para entender os cuidados necessários fora do habitat dela", orienta Guaraná.
A popularização dos pets alternativos não elimina a necessidade de responsabilidade. O desconhecimento sobre as exigências de cada espécie pode resultar em problemas de saúde, abandono e até maus-tratos.
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Entre os cuidados essenciais estão: