Cotidiano

Adeus, botijão: Por que novos prédios no litoral estão proibindo o gás na cozinha em 2026

Novas normas de segurança e exigências de seguradoras mudam a cara dos apartamentos recém-entregues na Baixada Santista; entenda o que muda para você

Jeferson Marques

Publicado em 11/04/2026 às 11:29

Atualizado em 11/04/2026 às 12:54

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Ilustração conceitual gerada por Inteligência Artificial representando a difícil despedida do tradicional botijão azul em novos prédios / IA/Diário do Litoral

Continua depois da publicidade

Imagine a cena: você faz a mudança, organiza tudo e, na hora de instalar o fogão, descobre que o seu fiel botijão de gás não pode entrar no elevador. Pois é, essa já é a realidade de quem está pegando as chaves de um imóvel agora, na Baixada Santista.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

A proibição não é implicância do síndico. A mudança vem "de cima", impulsionada por uma atualização rigorosa nas normas do Corpo de Bombeiros e do mercado de seguros residenciais para este ano.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Descanse em paz, botijão: tecnologia elétrica promete transformar cozinha brasileira

• Lixo internacional dispara 500% e até botijão de gás chinês surge em praias do litoral

• Mulher tenta despachar botijão de gás em voo que ia para São Paulo; veja o vídeo

Risco

A ideia central é a segurança coletiva. Em prédios modernos, com estruturas cada vez mais complexas, ter dezenas de botijões P13 espalhados por cada unidade é visto como um risco alto demais.

Um pequeno vazamento em um andar alto pode comprometer o prédio inteiro. Por isso, os novos projetos já nascem sem o espaço para o botijão e, muitas vezes, até sem a tubulação para gás encanado na cozinha.

Continua depois da publicidade

Imagem conceitual onde bombeiro faz fiscalização de segurança nos novos apartamentos do litoral de SP - IA/Diário do Litoral

Seguro

Aqui é onde o bolso fala mais alto. Para um condomínio conseguir uma apólice de seguro em 2026, as seguradoras estão exigindo a eliminação de inflamáveis dentro dos apartamentos.

Se o prédio permite botijões, o valor do seguro dispara. Sem eles, o condomínio economiza e o morador ganha em tranquilidade. É uma conta que os administradores estão fechando rápido.

Indução

A grande estrela dessa mudança é o cooktop de indução. No começo, muita gente torce o nariz, mas a verdade é que ele ferve a água em segundos e não deixa aquele calor insuportável na cozinha.

Continua depois da publicidade

Para quem mora no litoral, onde o calor não dá trégua, cozinhar sem fogo é uma benção. Além disso, a limpeza é muito mais simples: passou um pano, tá novo.

Imagem conceitual mostra moradores de um novo prédio no litoral de SP adaptando a fiação para o fogão de indução - IA/Diário do Litoral

Adaptação

Se você está saindo de uma casa para um prédio novo, vale checar a fiação. O fogão de indução exige uma tomada específica e panelas que aceitem o magnetismo.

O botijão de gás está se despedindo das áreas urbanas densas. É o fim de uma era, mas o começo de uma rotina muito mais segura e fresca para quem vive em apartamento.

Continua depois da publicidade

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software