Cotidiano
A medida, que faz parte do programa Go Electric, foca na principal dor de quem trabalha no volante: o alto custo de entrada dos carros elétricos
A empresa anunciou um subsídio direto de US$ 4 mil (cerca de R$ 21,5 mil) para motoristas parceiros que substituírem seus veículos / Freepik
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A Uber decidiu 'abrir o bolso' para acelerar uma das mudanças mais difíceis de sua história: a saída dos motores a combustão. A empresa anunciou um subsídio direto de US$ 4 mil (cerca de R$ 21,5 mil) para motoristas parceiros que substituírem seus veículos movidos a gasolina ou diesel por modelos 100% elétricos.
A medida, que faz parte do programa Go Electric, foca na principal dor de quem trabalha no volante: o alto custo de entrada dos carros elétricos. Com a redução dos incentivos governamentais em diversos países, a plataforma resolveu financiar parte dessa transição para não ver suas metas ambientais de 2030 "subirem no telhado'.
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O incentivo já começou a operar em cidades estratégicas como Nova York, Califórnia, Colorado e Massachusetts. O processo é direto:
O motorista se candidata ao programa;
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Após aprovação, ele adquire um elétrico (novo ou usado);
O valor é liberado pela empresa para abater no custo do veículo.
O diferencial é que esse bônus pode ser acumulado com incentivos locais, reduzindo drasticamente o preço final para o condutor.
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Embora o subsídio direto de R$ 21,5 mil ainda esteja focado no mercado norte-americano, os reflexos dessa estratégia já chegam ao Brasil por meio de parcerias globais.
Segundo dados da Data Gaudium, a frota brasileira de aplicativos ainda é 95,7% a combustão, mas o jogo está mudando rápido. A participação de eletrificados saltou de menos de 1% em 2022 para 32,1% em 2025. Modelos como o BYD Dolphin e Dolphin Mini são os grandes responsáveis por essa "invasão" silenciosa nas ruas brasileiras.
A Uber sabe que, para atingir emissão zero na América do Norte e Europa em quatro anos, depende totalmente do bolso do motorista. 'O crescimento da eletrificação não é apenas uma tendência tecnológica, mas uma mudança estrutural no mercado', afirma Vinícius Guahy, da Gaudium.
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Além do dinheiro, a empresa aposta em parcerias globais, como o acordo com a BYD para colocar 100 mil carros elétricos em operação na Europa e América Latina, visando baratear o acesso à tecnologia e pressionar por mais infraestrutura de recarga.