Cotidiano

Adeus ao bom velhinho: morre o Papai Noel há mais tempo em atividade no Brasil

Cláudio Roldan dedicou 55 anos ao personagem em Teresópolis e era recordista nacional; conheça a história de fé e dedicação

Giovanna Camiotto

Publicado em 12/03/2026 às 14:07

Atualizado em 12/03/2026 às 14:07

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O Papai Noel mais antigo do Brasil morreu nesta quarta-feira (11) aos 85 anos / Reprodução

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Cláudio Roldan de Mesquita, conhecido como o Papai Noel mais antigo do país, morreu nesta quarta-feira (11), em Teresópolis. Ele dedicou mais de cinco décadas ao personagem e se tornou uma das figuras mais tradicionais das celebrações de Natal na cidade.

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Natural de Porto Alegre, Cláudio morava em Teresópolis desde 1958 e começou a vestir o traje vermelho do bom velhinho em 1969. Desde então, participou de eventos, festas e apresentações natalinas, levando alegria a gerações de crianças e adultos da região.

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Reconhecimento nacional

Em 2007, Cláudio recebeu reconhecimento do RankBrasil como o “Papai Noel com mais tempo de atividade” no país. Na época, ele também aguardava a análise da documentação enviada ao Guinness World Records para possível reconhecimento mundial.

Em entrevista concedida à Diário TV em dezembro de 2024, ele comentou o orgulho pela trajetória. “A minha atividade é brasileira, sendo o mais antigo do Brasil registrado no livro de recordes. Sobre o Guinness, eu tenho que esperar o tempo deles. A papelada já está na Inglaterra. Isso para mim já é um calor que ganho com todo o coração”, afirmou na ocasião.

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Paixão pelo personagem

Vestido com o tradicional traje vermelho e a barba branca, Cláudio costumava dizer que interpretar o personagem era uma missão que carregava com carinho.

“Adoro ser o Papai Noel. É maravilhoso ver as crianças me abraçarem, me beijarem e me pedirem as coisas. Não só as crianças, os pais também são maravilhosos”, relatou ele.

Ao longo da carreira, ele participou de inúmeras apresentações e eventos natalinos, tornando-se um símbolo do espírito do Natal em Teresópolis.

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Cláudio Roldan de Mesquita interpretou o personagem por mais de cinco décadas /Reprodução
Cláudio Roldan de Mesquita interpretou o personagem por mais de cinco décadas /Reprodução
Morador de Teresópolis desde 1958, ele se tornou símbolo do Natal na cidade /Reprodução
Morador de Teresópolis desde 1958, ele se tornou símbolo do Natal na cidade /Reprodução
A esposa Clemilce Hermida de Mesquita participava das apresentações como Mamãe Noel /Reprodução/O Diário
A esposa Clemilce Hermida de Mesquita participava das apresentações como Mamãe Noel /Reprodução/O Diário
O personagem ajudou a marcar celebrações de Natal para gerações de crianças /Reprodução/O Diário
O personagem ajudou a marcar celebrações de Natal para gerações de crianças /Reprodução/O Diário

Família também vivia o Natal

A tradição também envolvia a família. A esposa, Clemilce Hermida de Mesquita, participava das apresentações caracterizada como Mamãe Noel. “Eles me ajudam muito. A minha esposa, há uns anos, passou a ser Mamãe Noel. É maravilhoso”, contou em entrevista.

Entre os netos, ter o Papai Noel dentro de casa também era motivo de festa durante as celebrações de fim de ano. Um verdadeiro Natal!

Histórias marcantes

Depois de mais de 50 anos interpretando o personagem, Cláudio acumulou histórias que marcaram sua trajetória. Uma delas, lembrada por ele em entrevista, envolveu uma jovem que pediu ajuda para a cura da mãe.

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“Ela disse: ‘Papai Noel, eu quero um favor teu: cura a minha mãe’. No outro dia ela foi buscar a foto e nunca mais eu a vi. Fiquei muito triste com a situação, mas Deus sabe o que faz”, recordou ele.

Com uma vida dedicada ao personagem que simboliza generosidade e esperança, Cláudio Roldan de Mesquita deixa um legado de lembranças e carinho para moradores de Teresópolis e para todos que cruzaram seu caminho durante o período natalino.

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