Mais do que impor limitações, as regras sobre fachada buscam equilibrar conforto individual, segurança e organização / Freepik
Continua depois da publicidade
Com ondas de calor cada vez mais frequentes, o ar-condicionado passou a ser quase obrigatório dentro dos apartamentos. O problema surge quando a instalação do aparelho envolve a parte externa do prédio, especialmente a fachada, o que costuma gerar conflitos entre moradores e administração.
Ao contrário do que circula por aí, não existe uma lei federal que proíba o ar-condicionado nas fachadas dos edifícios. O que define se a instalação é permitida ou não são as normas do Código Civil, a convenção do condomínio e, em alguns municípios, regras urbanísticas locais.
Continua depois da publicidade
Aproveite e leia também: Adeus aos armários de cozinha: tendência para 2026 não mofa e é mais barata
Continua depois da publicidade
Pela legislação, a fachada faz parte das áreas comuns do edifício. Isso significa que nenhum morador pode alterá-la por conta própria, mesmo que a mudança beneficie apenas o seu apartamento.
A instalação de condensadoras, suportes e tubulações pode comprometer o visual do prédio, gerar barulho constante, causar gotejamento e até afetar a estrutura. Por isso, esse tipo de intervenção normalmente depende de autorização prévia, geralmente aprovada em assembleia.
Quando o morador ignora as regras e instala o equipamento por conta própria, o condomínio pode agir. Advertências, multas e a exigência de retirada do aparelho estão entre as medidas previstas no regimento interno.
Continua depois da publicidade
Essas punições não têm relação com o uso do ar-condicionado em si, mas com a modificação irregular de uma área que pertence a todos. Cabe ao síndico fiscalizar e garantir o cumprimento das normas aprovadas pelos condôminos.
Não. O condomínio não pode impedir que o morador utilize ar-condicionado dentro da sua unidade. O que pode ser regulamentado é a forma de instalação da parte externa do sistema.
Na prática, muitos prédios permitem a colocação apenas em locais específicos, como áreas técnicas, varandas fechadas, pátios internos ou espaços já previstos no projeto original da construção.
Continua depois da publicidade
Antes de comprar o equipamento, o mais indicado é consultar a convenção do condomínio e o regimento interno. Esses documentos deixam claro o que é permitido e quais autorizações são necessárias.
Também é importante contratar um profissional qualificado, capaz de indicar soluções que respeitem as regras do prédio. Em alguns casos, apresentar o plano de instalação em assembleia evita conflitos e garante segurança jurídica.
Quem não pode usar a fachada ainda encontra opções para manter o apartamento fresco. Aparelhos portáteis, sistemas adaptados para áreas internas autorizadas ou infraestruturas já existentes no edifício são alternativas viáveis.
Continua depois da publicidade
Prédios mais novos, inclusive, costumam ser projetados com espaços específicos para ar-condicionado, justamente para evitar intervenções externas.
Manter a fachada intacta ajuda a preservar o padrão arquitetônico do prédio, reduz conflitos entre vizinhos e contribui para a valorização dos apartamentos.
No fim das contas, as regras não existem para tirar conforto dos moradores, mas para garantir organização, segurança e convivência equilibrada dentro do condomínio.
Continua depois da publicidade