Cotidiano
O encerramento de contratos com a plataforma pressiona modelo corporativo e impulsiona retorno de alunos às academias de bairro
Academias de bairro estão deixando de aceitar planos corporativos como o antigo Gympass / Pexels
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Nesta semana, um movimento chamou bastante a atenção do mundo fitness brasileiro. Acontece que academias de bairro anunciaram que estão deixando de aceitar planos corporativos como o antigo Gympass, hoje rebatizado de Wellhub, devido ao baixo repasse de valores de mensalidade.
A situação ocorreu em diferentes cidades do paÃs e reacendeu o debate sobre a sustentabilidade do modelo de benefÃcios esportivo no Brasil. Criadas para ampliar o acesso a academias por meio de convênios empresariais, as plataformas se consolidaram como um dos principais canais de entrada de alunos nos últimos anos.
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No entanto, empresários do setor afirmam que o valor repassado por atendimento tem se mostrado insuficiente para cobrir custos básicos de operação, como aluguel, energia elétrica, manutenção de equipamentos, pagamento de professores e encargos trabalhistas.
Segundo uma apuração realizada pela reportagem do Diário do Litoral, os principais pontos levantados por proprietários de academias e estúdios são:
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Baixo valor por aluno ativo: relatos indicam que o repasse por aula pode representar apenas uma fração do valor da mensalidade tradicional paga diretamente pelo cliente.
Dificuldade de negociação: empresários apontam resistência das plataformas em reajustar valores, mesmo diante do aumento de custos operacionais.
Risco contratual e atrasos: há queixas sobre demora em pagamentos e encerramentos de parcerias sem aviso prévio.
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Redução de margem: o ticket médio dos usuários de planos corporativos tende a ser menor, comprimindo o lucro das unidades menores.
Durante a pandemia de 2020, quando academias ficaram fechadas por meses, o relacionamento entre parte do setor e as plataformas sofreu desgaste. Proprietários afirmam que reduções nos repasses agravaram a crise financeira em um momento já delicado para o segmento.
Diante desse cenário, muitas academias de bairro passaram a limitar a quantidade de usuários vinculados às plataformas ou simplesmente encerrar a parceria. A estratégia, segundo gestores, é recuperar alunos diretos, fortalecer a receita recorrente e reduzir a dependência de intermediários.
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O movimento também atinge redes menores de treinamento funcional e boxes de CrossFit, que chegaram a ter grande parte da receita concentrada nesses aplicativos. Em alguns casos, empresários relatam que até 90% do faturamento vinha de usuários cadastrados nas plataformas.
A saÃda, porém, não é tão simples quanto parece. Alguns especialistas apontam que romper contratos pode gerar queda imediata de receita nos primeiros meses. Por outro lado, os estabelecimentos que conseguiram converter alunos para planos próprios relatam melhora na margem e maior capacidade de investimento em estrutura e qualificação profissional.
O Wellhub, também conhecido como o antigo Gympass, é uma plataforma de bem-estar corporativo que dá acesso a academias, estúdios e aplicativos de saúde mediante mensalidade paga, geralmente, como benefÃcio oferecido por empresas aos colaboradores. O modelo permite check-in diário via aplicativo e, em alguns casos, inclusão de dependentes.
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Para os consumidores, a proposta segue atrativa: flexibilidade de uso, variedade de modalidades e acesso a diferentes estabelecimentos com um único plano. Esse fator sustenta a popularidade do serviço, especialmente entre trabalhadores de grandes empresas.
Apesar do avanço das rescisões contratuais em academias independentes, o modelo corporativo continua forte em grandes centros e redes estruturadas. O cenário atual indica uma reorganização do mercado, com parte dos empreendimentos apostando na fidelização direta, serviços personalizados e fortalecimento do senso de comunidade.
O debate sobre a viabilidade do modelo de repasse deve continuar nos próximos meses. Para empresários, a prioridade é encontrar equilÃbrio financeiro. Para usuários, a decisão das academias pode significar a necessidade de migrar para planos próprios ou buscar novas unidades credenciadas.
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O que está claro é que o fim de contratos com o antigo Gympass marca uma nova fase no setor fitness brasileiro, com impacto direto tanto nos negócios quanto na rotina de quem treina diariamente.
"O Wellhub atua como uma plataforma de crescimento incremental de membros e receita, conectando academias e estúdios a um público exclusivamente corporativo. Esse modelo permite trazer novos alunos para a indústria de fitness e bem-estar, pessoas que em sua maioria não frequentavam academias antes de acessar o benefÃcio.
Assim, o Wellhub ajuda a gerar receita recorrente e previsÃvel para os parceiros, ajudando negócios de diferentes tamanhos e segmentos a competir de forma mais equilibrada com grandes redes. Ao mesmo tempo, contribui para a cobertura de custos operacionais, a melhor utilização da infraestrutura existente e a capacidade dos parceiros de reinvestir no próprio crescimento, sem custo de aquisição.
Com mais de 40 mil clientes corporativos e 20 milhões de colaboradores com acesso à plataforma, o Wellhub é a principal plataforma global de bem-estar e o motor de crescimento mais avançado da indústria de fitness, conectando os investimentos de negócios globais a mais de 90 mil academias e estúdios em todo o mundo, sendo 40 mil apenas no Brasil. Por não operar academias ou estúdios próprios, todo o investimento é direcionado a gerar tráfego qualificado para os parceiros, sem canibalizar sua base atual.
O Wellhub respeita as decisões individuais de academias e estúdios sobre seus modelos de negócio e reconhece que a sustentabilidade financeira é um tema central para o setor. Seguimos comprometidos em fortalecer o ecossistema de bem-estar por meio do diálogo contÃnuo e de um modelo que só cresce quando os parceiros também crescem."