Abordagem a morador em situação de rua revolta munícipe em Santos

O homem estava com um carrinho de supermercado cheio de materiais recicláveis quando foi abordado por funcionários da prefeitura

A forma como funcionários da prefeitura de Santos abordaram um morador em situação de rua hoje pela manhã, na Rua Brás Cubas, no Centro da Cidade, revoltou a munícipe que passava pelo local, Carolina Marques.

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Segundo ela, trabalhadores da Defesa Civil que faziam o isolamento de um imóvel que oferece risco de desabamento, juntamente com o Subprefeito da Região Central Histórica, Cláudio Marques Trovão, desrespeitaram o morador.

“O homem estava com um carrinho de supermercado cheio de materiais recicláveis. Parei para observar a cena pelo modo como os servidores da prefeitura falavam com ele, afirmando que o carrinho era produto de roubo e que por isso, iriam levar as coisas dele. Questionei o por que daquilo e me disseram que iriam chamar a polícia, que eu estava desequilibrada. Fiquei revoltada”, detalha a munícipe.

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Carolina conta que o homem não portava documentos, mas se apresentou como Elizeu Souza de Oliveira. Outro fato que irritou a moradora foi a forma como os funcionários faziam as perguntas para o rapaz, o que segundo ela, generaliza os hábitos de quem vive na rua.

“Eles perguntavam qual eram os vícios dele, se bebia, fumava, perguntas que não faziam sentido naquela situação”, acredita.

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Carolina alega que a situação só se acalmou quando as assistentes sociais da prefeitura chegaram. “As duas profissionais que vieram, de fato, fizeram o atendimento de forma correta e em nenhum momento desrespeitaram o morador, que foi encaminhado para o centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua), juntamente com os seus poucos pertences”, explica.

Prefeitura. A reportagem questionou a Administração para saber se funcionários da Defesa Civil e o Subprefeito Cláudio Marques Trovão teriam autorização para fazer abordagens de moradores em situação de rua.

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“Sim. Existe uma força tarefa que vai às ruas diariamente composta por guardas municipais, agentes da CET, da contratada Terracom e da subprefeitura. Entre as ações que são de competência da Força Tarefa, baseada no Código de Posturas Municipal, estão a retirada dos resíduos volumosos utilizados como ocupações irregulares em vias públicas. Por coincidência, a Força Tarefa estava em apoio à atividade da Defesa Civil na indução da queda de blocos de concreto da fachada de imóvel abandonado, quando o morador em situação de rua passou pelo local e foi abordado pelos agentes por estar trafegando com carrinho irregular, não cadastrado na SEAS – Secretaria de Assistência Social e tratar-se de produto de procedência ilegal”, respondeu por meio de sua assessoria.

Em relação à retirada dos pertences do morador, a prefeitura informou que nenhum pertence pessoal foi retirado, apenas o carrinho de supermercado foi apreendido “por se tratar de produto de procedência ilegal”.  

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No que diz respeito à forma como os questionamentos foram feitos durante a abordagem inicial, informou que a munícipe que testemunhou a ação e a conversa do servidor com o morador em situação de rua, “com certeza teve uma percepção equivocada. Foram feitas algumas perguntas preliminares de identificação e para se ter a certeza de que o morador demonstrava, mesmo, o interesse no atendimento da SEAS. Em segundo momento, as técnicas da SEAS fizeram o encaminhamento do morador para o Centro POP”, explica.