A regra polêmica da FGV e Insper que promete salvar o foco dos alunos

FGV e Insper anunciaram restrições ao uso de celulares durante as aulas para reduzir distrações e melhorar o desempenho acadêmico

Estudos internacionais e dados do ensino básico indicam que a medida pode aumentar a concentração e as notas dos estudantes

Estudos internacionais e dados do ensino básico indicam que a medida pode aumentar a concentração e as notas dos estudantes | (Foto: Pexels)

A Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Insper informaram que irão restringir o uso de celulares durante as aulas da graduação e da pós-graduação.

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A medida reacendeu a discussão sobre os efeitos dos aparelhos eletrônicos no ambiente acadêmico e dividiu opiniões entre alunos e professores.

A decisão foi baseada em indícios de que o uso constante dos celulares pode comprometer a concentração e dificultar o aproveitamento do conteúdo. A proposta é reduzir distrações e tornar as aulas mais produtivas.

O que dizem as pesquisas

O impacto dos celulares no desempenho acadêmico tem sido analisado por estudos internacionais.

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Uma pesquisa conduzida por especialistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, em parceria com pesquisadores de Copenhague, na Dinamarca, avaliou os efeitos da restrição dos aparelhos em sala.

O estudo acompanhou cerca de 17 mil estudantes de universidades na Índia.

Os participantes foram divididos em dois grupos: um manteve acesso livre ao celular durante as aulas; no outro, os aparelhos eram recolhidos no início de cada encontro.

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Ao final do período de observação, os pesquisadores identificaram melhora no rendimento acadêmico entre os estudantes que ficaram sem o telefone durante as aulas.

O avanço foi mais significativo entre alunos com notas mais baixas, calouros e estudantes da área de humanas.

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Experiência semelhante no ensino básico

A discussão não se limita ao ensino superior.

No começo de 2025, o Governo Federal sancionou a Lei 15.100/2025, que determinou o recolhimento de celulares em escolas de educação básica durante o período de aula.

A medida também gerou resistência inicial, mas segue em vigor.

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Dados divulgados pela Frente Parlamentar Mista da Educação apontam que 83% dos estudantes relataram maior atenção às atividades após a restrição.

Veja também: A empresa de celulares que desapareceu do dia para a noite no Brasil deixando saudades.

Debate continua

Apesar dos resultados positivos apresentados por levantamentos e pesquisas, o tema ainda provoca debate. Há quem defenda que o celular pode ser uma ferramenta pedagógica quando usado de forma orientada.

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Por outro lado, instituições que adotam a proibição argumentam que a redução de distrações pode favorecer o foco e o desempenho acadêmico.

A iniciativa da FGV e do Insper mostra que o debate sobre tecnologia e aprendizado está longe de terminar, e deve continuar mobilizando o ambiente educacional nos próximos anos.