Cotidiano

A morte lenta da Lua: O fenômeno irreversível que empurra nosso satélite para o abismo eterno

A ciência explica a troca de energia que empurra a Lua para longe e estica o tempo dos nossos dias

Agência Diário

Publicado em 16/02/2026 às 08:31

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Descubra como a geografia da Terra e as marés estão moldando a nova órbita do satélite natural / Reprodução IA

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Imagine viver em um mundo onde o Sol nasce e se põe em apenas algumas poucas horas. Essa era a realidade da Terra primitiva, antes de a Lua iniciar sua longa jornada de afastamento pelo espaço.

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A recessão lunar é o fenômeno que faz a Lua se afastar gradualmente da Terra / Pixabay
A recessão lunar é o fenômeno que faz a Lua se afastar gradualmente da Terra / Pixabay
Esse afastamento ocorre por causa da interação gravitacional que gera as marés / Pixabay
Esse afastamento ocorre por causa da interação gravitacional que gera as marés / Pixabay
A Lua se distancia cerca de 3,8 centímetros por ano / Pixabay
A Lua se distancia cerca de 3,8 centímetros por ano / Pixabay
No passado, a Lua estava mais próxima e os dias na Terra eram mais curtos / Pixabay
No passado, a Lua estava mais próxima e os dias na Terra eram mais curtos / Pixabay
A transferência de energia das marés altera lentamente a órbita lunar / Pixabay
A transferência de energia das marés altera lentamente a órbita lunar / Pixabay
A recessão lunar influencia a duração do dia ao longo de milhões de anos / Pixabay
A recessão lunar influencia a duração do dia ao longo de milhões de anos / Pixabay

A ciência por trás da recessão lunar

A interação entre a gravidade e os oceanos é o motor principal dessa mudança silenciosa. As marés funcionam como um freio natural, reduzindo a velocidade com que o nosso mundo gira em torno do eixo.

Parte da energia perdida pela Terra é transferida para a Lua durante esse processo constante. Por conseguinte, ela se afasta lentamente, ganhando altitude em sua jornada orbital ao redor do nosso planeta azul.

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Veja também: Anel de fogo vai engolir Sol e Lua de forma rara no 1º eclipse de 2026.

O registro do tempo em eras passadas

Registros científicos indicam que um dia médio já teve menos de treze horas de duração total. Isso aconteceu há mais de três bilhões de anos, quando o sistema Terra-Lua era muito mais jovem e agitado.

A proximidade do satélite fazia com que tudo funcionasse em ritmo acelerado. Assim, o tempo mudou conforme a distância entre os astros aumentava, permitindo que a rotação terrestre finalmente desacelerasse para o ritmo atual.

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Por que a velocidade do afastamento varia

Como os continentes estão espalhados pelo globo afeta o comportamento das grandes massas de água. Atualmente, o oceano Atlântico Norte ajuda a impulsionar a Lua com mais vigor do que em outras épocas.

Além disso, o aquecimento global e o derretimento de gelo trazem novas variáveis para o cálculo. O fenômeno altera o peso dos oceanos, provocando ajustes sutis, mas importantes, na duração dos nossos dias modernos.

Veja também: NASA confirma oficialmente que a Terra terá "duas luas" até 2083; entenda.

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O que esperar do futuro do nosso satélite

Especialistas garantem que a Lua continuará sendo nossa vizinha por um tempo extremamente longo. Mesmo com o distanciamento persistente, o vínculo gravitacional entre os dois corpos permanece bastante sólido e muito resistente.

No fim das contas, a evolução do Sol representa um perigo muito mais real e iminente. O astro deve crescer e engolir o que estiver por perto, mudando o cenário espacial muito antes de qualquer despedida.

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