Descubra como a geografia da Terra e as marés estão moldando a nova órbita do satélite natural / Reprodução IA
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Imagine viver em um mundo onde o Sol nasce e se põe em apenas algumas poucas horas. Essa era a realidade da Terra primitiva, antes de a Lua iniciar sua longa jornada de afastamento pelo espaço.
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A interação entre a gravidade e os oceanos é o motor principal dessa mudança silenciosa. As marés funcionam como um freio natural, reduzindo a velocidade com que o nosso mundo gira em torno do eixo.
Parte da energia perdida pela Terra é transferida para a Lua durante esse processo constante. Por conseguinte, ela se afasta lentamente, ganhando altitude em sua jornada orbital ao redor do nosso planeta azul.
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Registros científicos indicam que um dia médio já teve menos de treze horas de duração total. Isso aconteceu há mais de três bilhões de anos, quando o sistema Terra-Lua era muito mais jovem e agitado.
A proximidade do satélite fazia com que tudo funcionasse em ritmo acelerado. Assim, o tempo mudou conforme a distância entre os astros aumentava, permitindo que a rotação terrestre finalmente desacelerasse para o ritmo atual.
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Como os continentes estão espalhados pelo globo afeta o comportamento das grandes massas de água. Atualmente, o oceano Atlântico Norte ajuda a impulsionar a Lua com mais vigor do que em outras épocas.
Além disso, o aquecimento global e o derretimento de gelo trazem novas variáveis para o cálculo. O fenômeno altera o peso dos oceanos, provocando ajustes sutis, mas importantes, na duração dos nossos dias modernos.
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Especialistas garantem que a Lua continuará sendo nossa vizinha por um tempo extremamente longo. Mesmo com o distanciamento persistente, o vínculo gravitacional entre os dois corpos permanece bastante sólido e muito resistente.
No fim das contas, a evolução do Sol representa um perigo muito mais real e iminente. O astro deve crescer e engolir o que estiver por perto, mudando o cenário espacial muito antes de qualquer despedida.