A Sabesp ressalta que a troca dos hidrômetros não gera custos ao consumidor / Divulgação
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Moradores da Baixada Santista têm denunciado aumentos considerados inexplicáveis nas contas de água após a substituição dos hidrômetros antigos por modelos mais novos — muitos deles com caixa plástica. Em alguns casos, a cobrança mais que dobrou em poucos meses, mesmo sem mudança na rotina de consumo das famílias.
Uma moradora de São Vicente relata que pagava cerca de R$ 70 mensais e passou a receber faturas superiores a R$ 150 após a troca realizada pela concessionária.
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Segundo ela, além do aumento expressivo, a pressão da água também diminuiu desde a instalação do novo equipamento.
Moradora de SV passou a receber faturas superiores a R$ 150 após a troca realizada pela concessionária / Arquivo PessoalOutro ponto que tem gerado preocupação é a suspeita de que o hidrômetro continue registrando consumo mesmo quando não há uso de água. De acordo com relatos, o medidor teria sido observado girando com todos os registros da residência fechados.
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Ao investigar o problema, moradores afirmam ter encontrado informações de que novos hidrômetros poderiam contabilizar ar presente na tubulação, o que aumentaria artificialmente o volume registrado.
A presença de ar nas redes é um fenômeno conhecido em sistemas de abastecimento, especialmente após manobras operacionais ou oscilações de pressão.
Especialistas em saneamento costumam destacar que o hidrômetro mede o volume que passa pelo equipamento — seja água ou mistura com ar —, embora a cobrança de ar como consumo seja tema recorrente de disputas judiciais e técnicas no país.
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As denúncias também apontam para a ausência de comunicação prévia detalhada sobre possíveis impactos da substituição dos medidores.
Para muitos consumidores, a única mudança percebida foi a troca do equipamento, o que reforça a desconfiança sobre a origem do aumento.
Famílias temem que o problema possa afetar um número maior de residências e cobram esclarecimentos sobre a precisão dos novos aparelhos e sobre eventuais mecanismos de revisão das contas consideradas anormais.
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A Reportagem contatou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que informou, por meio de nota, que está realizando a renovação gradual dos medidores de água, substituindo equipamentos antigos por modelos mais modernos e tecnológicos.
Segundo a companhia, a iniciativa faz parte da estratégia para enfrentar problemas históricos de infraestrutura, reduzir perdas e permitir um controle mais preciso do consumo por parte dos clientes.
A empresa ressalta que a troca dos hidrômetros não gera custos ao consumidor e que equipes técnicas podem realizar vistorias nos imóveis sempre que necessário para verificar possíveis ocorrências que afetem a medição.
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Caso haja alteração no valor da conta após a substituição, a orientação é entrar em contato pelos canais de atendimento: