“A carreira não deve ser guiada pelo cansaço”: Psicóloga desmistifica a ideia de ‘propósito’ no trabalho

Diante do aumento da insatisfação global com o trabalho, a psicóloga alerta contra decisões tomadas pelo impulso do cansaço e revela o passo a passo para mudar de área sem correr riscos desnecessários

Entenda como uma psicologia baseada em evidências pode ajudá-lo a decifrar seu real momento profissional/Pexels

Entenda como uma psicologia baseada em evidências pode ajudá-lo a decifrar seu real momento profissional/Pexels

A insatisfação com a carreira deixou de ser um fenômeno pontual e tornou-se uma tendência global. A chamada “Grande Renúncia” de 2021 evidenciou esse movimento, onde mais de 47 milhões de trabalhadores nos Estados Unidos pediram demissão em busca de melhores condições e novos rumos.

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Diante de um ambiente profissional cada vez mais exigente, surge a dúvida central, trata-se de uma crise passageira ou do momento de realizar uma transição estratégica e mudar de rota?

Para a psicóloga e especialista em desenvolvimento humano e gestão, Renata Livramento, a resposta exige mais análise do que impulso. “A carreira não deve ser conduzida por picos de desgaste emocional. É preciso compreender o que está por trás desse incômodo antes de tomar qualquer decisão”, afirma.

Com uma atuação que integra psicologia baseada em evidências e ampla experiência no ambiente corporativo, Renata defende que transições consistentes, seja para mudar de área ou para ascender a cargos de conselho, passam por três pilares fundamentais. Primeiramente, a leitura de contexto.

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Em segundo lugar, a clareza de repertório. Por fim, a estratégia de posicionamento. “Não é apenas sobre sair de onde se está, mas sobre saber para onde ir e por quê”, explica.

Outro ponto central é a desmistificação do conceito de propósito, que o mercado muitas vezes romantiza. “Existe uma expectativa pouco realista de que o trabalho precise gerar realização plena o tempo todo. O propósito é construído na interseção entre capacidade, contexto e contribuição, não é um ponto de chegada idealizado”, pontua a especialista.

Ao integrar saúde mental, desenvolvimento de lideranças e estratégia de carreira, a abordagem de Renata propõe uma mudança de perspectiva. Portanto, o profissional deve abandonar a lógica reativa e assumir uma postura consciente e estruturada diante da própria trajetória. Dessa forma, ele garante uma transição segura e alinhada às reais oportunidades do mercado.