Segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o número de procedimentos estéticos entre pessoas de 25 a 48 anos cresceu cerca 390% no primeiro trimestre de 2022. Este crescimento alarmante acende uma discussão importante e urgente: até que ponto o mundo virtual e os exigentes padrões de beleza estão afetando a saúde mental das pessoas?
Para o psicólogo Fabrício Otoboni dos Santos, docente do Centro Universitário UniToledo, esse aumento no número de procedimentos estéticos é preocupante, pois o ideal de beleza estabelecido pelas mídias sociais é inatingível e quem tentar atingi-lo acabará se frustrando, impactando na insegurança e autoestima do indivíduo.
“A pessoa precisa primeiro se conhecer para saber se o desejo de realizar o procedimento estético vem dela mesma. Caso tenha qualquer dúvida, se deseja mesmo passar pelo procedimento, deve procurar ajuda psicológica para compreender tais discussões internas sobre beleza”, diz Otoboni.
O psicólogo destaca ainda que esses ideais estéticos podem afetar gravemente a autoestima e segurança das pessoas, pois reforçam a ideia de que todos devem ser bonitos como modelos e celebridades. Criam a ilusão é que obrigatório ser bem-sucedido e feliz o tempo todo como.
“É fundamental discutir a pluralidade dos corpos. Cada pessoa é única, ímpar e bela do seu próprio jeito. Quando o mundo virtual passa a influenciar na saúde mental é preciso conversar com um psicólogo e ajudar a pessoa a se conhecer e encontrar sua beleza própria”, finaliza ele.
