Cotidiano

6 Minutos de Escuridão: O eclipse solar mais longo do século promete parar o mundo

Na ocasião, a Lua se alinhará de forma precisa entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar em uma faixa específica do globo

Igor de Paiva

Publicado em 16/02/2026 às 10:45

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O tempo máximo de escuridão deve chegar a cerca de 6 minutos e 23 segundos / Reprodução

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Astrônomos já bateram o martelo sobre a data de um dos espetáculos celestes mais aguardados das próximas décadas: o eclipse solar total mais longo em mais de um século. O fenômeno ocorrerá em 2 de agosto de 2027 e promete transformar o dia em crepúsculo por alguns minutos em diferentes regiões do planeta, mobilizando cientistas, turistas e apaixonados por astronomia.

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Na ocasião, a Lua se alinhará de forma precisa entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar em uma faixa específica do globo. Esse alinhamento criará o chamado “caminho de totalidade”, onde será possível observar o eclipse em sua forma mais impressionante: com o Sol totalmente encoberto.

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O tempo máximo de escuridão deve chegar a cerca de 6 minutos e 23 segundos — uma duração considerada extraordinária. Em geral, eclipses solares totais não passam de dois ou três minutos, o que torna o evento de 2027 especialmente raro.

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Onde será possível ver

A faixa de totalidade cruzará áreas do sul da Europa, do norte da África e do Oriente Médio. Países como Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia e Egito estarão entre os privilegiados que poderão acompanhar o fenômeno em sua totalidade.

Após atravessar o Mediterrâneo, a sombra da Lua seguirá em direção à Península Arábica e ao leste da África. A cidade de Luxor, no Egito, aparece como um dos pontos de destaque: ali, o eclipse deve atingir seu ápice, com os mesmos 6 minutos e 23 segundos de escuridão quase completa.

Por que será tão prolongado?

A duração excepcional do eclipse é resultado de uma combinação precisa de fatores astronômicos. Entre eles, estão a posição da Lua em sua órbita, a distância entre a Terra e o Sol e o alinhamento quase perfeito entre os três corpos celestes.

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Em 2027, a Lua estará próxima do perigeu — o ponto de sua órbita mais próximo da Terra. Isso fará com que ela pareça ligeiramente maior no céu, aumentando o tempo em que conseguirá cobrir completamente o disco solar. Esse detalhe orbital é o que permitirá um período de totalidade acima da média, transformando o evento em um marco para a astronomia contemporânea.

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