58% dos brasileiros têm dificuldade em seguir as regras estabelecidas com seus filhos

Recente pesquisa explora o papel dos hábitos digitais nas famílias, assim como o efeito do comportamento dos pais sobre as crianças e vice-versa

Observe onde as crianças passam seu tempo on-line e investigue as melhores maneiras de mantê-las a salvo

Observe onde as crianças passam seu tempo on-line e investigue as melhores maneiras de mantê-las a salvo | ISAC NOBREGA/PR

Os resultados do novo estudo da Kaspersky revela que 58% dos pais brasileiros acham difícil serem a inspiração para as crianças e, às vezes, não seguem as regras que estabeleceram para eles. Ao mesmo tempo, quase metade deles (47%) tenta estabelecer regras e hábitos digitais saudáveis para toda a família.

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Desde cedo, as crianças tendem a copiar o comportamento e os hábitos dos adultos em todas as áreas da vida, inclusive a postura em relação a dispositivos digitais. Inclusive, a pesquisa da Kaspersky mostra que 70% delas ganham seu primeiro smartphone ou tablet antes de completar 10 anos. Considerando isso, os pais precisam ser exemplos de uso da tecnologia, se quiserem construir a base para hábitos digitais saudáveis desde a infância.

Os resultados da pesquisa também mostram que os pais interpretam as normas de comportamento de modo diferente para si mesmos e para as crianças. Por exemplo, quase metade (45%) dos respondentes admite que gastou de três a cinco horas por dia em dispositivos, e a maioria (59%) considera isso normal.

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Quando se trata das crianças, um pouco mais da metade delas (52%) passa o mesmo tempo que os pais com os dispositivos: de três a cinco horas por dia. Mas, apesar disso, um pouco mais de um terço dos adultos brasileiros (39%) gostaria que as crianças passassem menos tempo com os dispositivos, até duas horas.

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Em alguns cenários, os respondentes consideram determinados comportamentos aceitáveis para si mesmos, mas não para as crianças. Por exemplo, 43% dos brasileiros acha normal compartilhar fotos de familiares em redes sociais. Por outro lado, menos de um terço (32%) dos pais acha isso aceitável para as crianças.

24% dos participantes também consideram razoável ignorar ligações e desligar o celular para evitar ser encontrado. Porém, apenas 11% dos pais acham esse comportamento aceitável para as crianças.

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“Hoje, um número cada vez maior de pais tenta estabelecer hábitos digitais saudáveis juntamente com os alimentares e nutricionais. Mas não há uma tendência clara ou um padrão sólido de comportamento sobre como estabelecer especificamente regras de práticas digitais. Ao mesmo tempo, nossa pesquisa mostra que 58% dos adultos admitem que é difícil ser inspiração e que ocasionalmente não segue as regras estabelecidas para as crianças. Para ajudar os pais a consolidar práticas digitais saudáveis, há diversas técnicas e ferramentas de apoio. Elas podem ser incluídas por meio de interpretação de papéis e jogos ou, para uma abordagem mais técnica, estão disponíveis outras soluções, como aplicativos que ajudam a controlar o tempo de tela ou determinar a localização física da criança”, comenta Fabiano Tricarico, diretor comercial para consumo da Kaspersky na América Latina .

Para ajudar as crianças a passar seu tempo na Internet de forma segura, os pais podem:

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• Navegue e aprenda juntos. Observe onde as crianças passam seu tempo on-line e investigue as melhores maneiras de mantê-las a salvo.

• Use um aplicativo de controle para pais e converse sobre o assunto com as crianças, explicando como esses aplicativos funcionam e por que eles são necessários para garantir a segurança on-line.

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• Envolva-se nas atividades on-line das crianças desde pequenas; assim, essa fica sendo a norma estabelecida, e você pode “orientá-las”.

A pesquisa

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Em setembro de 2021, a Sapio realizou uma pesquisa on-line à pedido da Kaspersky com 11.000 participantes para explorar o papel dos hábitos digitais saudáveis nas famílias, assim como o efeito dos costumes dos pais sobre as crianças e vice-versa. A pesquisa envolveu adultos que moram com suas crianças de 7 a 12 anos em tempo integral. A amostra incluiu 1.000 participantes do Reino Unido, França e Alemanha e 500 de cada um dos seguintes países: EUA, Turquia, Egito, Brasil, Colômbia, Rússia, África do Sul, Malásia, Singapura, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Nigéria, Peru, Chile, Argentina e México.