Cotidiano

13 minutos sem respirar: Conheça o povo que já está geneticamente pronto para viver no oceano

Este grupo indígena não apenas vive sobre o oceano, mas desenvolveu adaptações físicas que os tornam os mergulhadores mais eficientes do planeta

Ana Clara Durazzo

Publicado em 23/02/2026 às 14:11

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Os Sama-Bajau, conhecidos como os 'Nômades do Mar', estão desafiando os limites da biologia humana / BastianKyle/Wikimedia Commons

Continua depois da publicidade

Nas águas do Sudeste Asiático, a ficção encontra a realidade. Os Sama-Bajau, conhecidos como os 'Nômades do Mar', estão desafiando os limites da biologia humana. Este grupo indígena não apenas vive sobre o oceano, mas desenvolveu adaptações físicas que os tornam os mergulhadores mais eficientes do planeta.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Enquanto um ser humano comum mal consegue segurar o fôlego por alguns minutos, os Bajau mergulham a profundidades de 60 metros e permanecem submersos por até 13 minutos — tudo isso sem cilindros de oxigênio ou equipamentos modernos.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• O fim das balsas: A megaestrada submarina de 27 km que desafia a pressão do oceano

• Nova era do gelo? O colapso no oceano que pode congelar a Europa nas próximas décadas

• Oceano sem segredos: novo habitat subaquático promete revolucionar a pesquisa marinha

Conheça também o único país do mundo capaz de produzir tudo que seu povo precisa comer.

O mistério do 'super-baço'

Cientistas da University of Copenhagen decidiram investigar o que parecia impossível e descobriram uma mutação genética fascinante. O estudo revelou que os Bajau possuem o baço 50% maior do que o de qualquer outra população terrestre.

Continua depois da publicidade

  • Como funciona: Durante o mergulho, esse órgão 'gigante' se contrai e injeta uma carga extra de glóbulos vermelhos oxigenados na corrente sanguínea.

  • O efeito: É como se o corpo deles tivesse um 'tanque de oxigênio natural' interno, permitindo mergulhos prolongados que seriam fatais para outras pessoas.

'Eles são a prova viva da evolução em tempo real', afirmam pesquisadores, comparando a adaptação desse povo à de mamíferos marinhos, como as focas.

Continua depois da publicidade

Para os Bajau, o mar não é apenas uma fonte de alimento, é o seu lar definitivo / BastianKyle/Wikimedia Commons
Para os Bajau, o mar não é apenas uma fonte de alimento, é o seu lar definitivo / BastianKyle/Wikimedia Commons
Para os Bajau, o mar não é apenas uma fonte de alimento, é o seu lar definitivo / BastianKyle/Wikimedia Commons
Para os Bajau, o mar não é apenas uma fonte de alimento, é o seu lar definitivo / BastianKyle/Wikimedia Commons
O que vemos hoje é um exemplo raro de como o ambiente pode forçar o corpo humano a se adaptar para sobreviver . BastianKyle/Wikimedia Commons
O que vemos hoje é um exemplo raro de como o ambiente pode forçar o corpo humano a se adaptar para sobreviver . BastianKyle/Wikimedia Commons
O que vemos hoje é um exemplo raro de como o ambiente pode forçar o corpo humano a se adaptar para sobreviver . BastianKyle/Wikimedia Commons
O que vemos hoje é um exemplo raro de como o ambiente pode forçar o corpo humano a se adaptar para sobreviver . BastianKyle/Wikimedia Commons
O que vemos hoje é um exemplo raro de como o ambiente pode forçar o corpo humano a se adaptar para sobreviver. BastianKyle/Wikimedia Commons
O que vemos hoje é um exemplo raro de como o ambiente pode forçar o corpo humano a se adaptar para sobreviver. BastianKyle/Wikimedia Commons

Uma vida sobre as ondas

Para os Bajau, o mar não é apenas uma fonte de alimento, é o seu lar definitivo. Espalhados pelas Filipinas, Malásia e Indonésia, eles vivem em:

  • Barcos-casa: Embarcações de madeira que servem como residência e transporte nômade.

  • Vilas Flutuantes: Casas construídas sobre palafitas em águas rasas, formando comunidades isoladas da terra firme.

    Continua depois da publicidade

Essa relação profunda com o oceano, que já dura séculos, moldou não apenas a cultura, mas o DNA dessa população. O que vemos hoje é um exemplo raro de como o ambiente pode forçar o corpo humano a se adaptar para sobreviver.

TAGS :

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software