Com quase 4 metros de comprimento e pesando incríveis 300 kg, ela superou o recorde anterior / Reprodução Youtube Wonders of the Mekong
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Quando pensamos no 'rei dos rios', nomes como o pirarucu da Amazônia ou os enormes bagres logo vêm à mente. No entanto, o verdadeiro recordista mundial é um gigante silencioso que vive no fundo lamacento do Sudeste Asiático. Uma raia-gigante, encontrada no Rio Mekong, no Camboja, detém o título de maior peixe de água doce já documentado na história.
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O exemplar, da espécie Urogymnus polylepis, deixou a comunidade científica boquiaberta. Com quase 4 metros de comprimento e pesando incríveis 300 kg, ela superou o recorde anterior — um bagre-gigante da Tailândia de 293 kg — por uma margem impressionante.
Diferente de outros peixes que nadam na superfície, essas raias vivem discretamente no fundo dos rios, o que torna o registro ainda mais raro e valioso para a ciência.
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Além das dimensões colossais, a raia-gigante possui características fascinantes de sobrevivência. Sua camuflagem é mestra: o corpo em formato de disco e a coloração parda a tornam praticamente invisível no fundo dos rios.
Ela também possui uma estratégia de respiração única, com orifícios chamados espiráculos atrás dos olhos, permitindo que ela respire mesmo estando enterrada no sedimento. Recentemente, cientistas instalaram um marcador acústico no animal para monitorar suas rotas migratórias e entender como esses "monstros" sobrevivem à poluição e às barragens.
Na briga dos gigantes, a Raia-Gigante do Mekong é a recordista absoluta, chegando aos 300 kg e quase 4 metros. Logo atrás vinha o famoso Bagre-Gigante, antigo dono do título com 293 kg, mas que hoje corre risco crítico de extinção.
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Já o nosso conhecido Pirarucu, da Amazônia, embora seja o maior peixe de escamas de água doce do mundo, fica um degrau abaixo no peso total, podendo ultrapassar os 200 kg.
A existência de um peixe deste porte é um sinal de que o ecossistema do Rio Mekong ainda respira, mas o alerta é vermelho. A construção de barragens, a pesca predatória e a poluição estão destruindo o habitat dessa megafauna.
Para os pesquisadores, salvar a raia-gigante não é apenas manter um recorde vivo, mas proteger a saúde de um dos rios mais importantes do planeta, que sustenta milhões de pessoas e abriga espécies que parecem saídas da pré-história.
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