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Repórter da Terra

Em 2023, inflação inverte a trajetória e penaliza ricos, enquanto pobres têm alívio

Se nos anos de 2021 e 2022 a inflação foi cruel com as famílias de baixa renda e de muito baixa renda, em 2023 esta tendência se inverteu. Ao longo dos últimos 12 meses, essas duas faixas de renda enfrentaram aumentos no custo de vida que ficaram abaixo da inflação oficial, medida pelo Instituto Brassileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, a inflação geral, para todas as faixas de renda, foi de 5,19% nos últimos 12 meses. Mas, para os brasileiros de muito baixa renda, com salários de até R$ 2.015,00, o aumento no custo de vida foi de ‘apenas’ 3,9%. Entre os trabalhadores de baixa renda, com salários entre R$ 2.015,00 e R$ 3.022,00, a cesta dos produtos mais consumidos subiu 4,45%.

Ou seja, nessas duas faixas de renda, que representam a maioria da população brasileira, a inflação ficou dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para 2023.

A queda contínua e acentuada no custo dos alimentos foi o item que mais aliviou o peso no orçamento das famílias de baixa renda e de muito baixa renda. São quatro meses seguidos de recuo no preço da comida.

Em setembro, os destaques foram as quedas nos valores do feijão (-7,6%), da farinha de trigo (-3,3%), da batata (-10,4%), das carnes (-2,9%), de aves e ovos (-1,7%), do leite (-4,1%) e do óleo de soja (-1,2%).

Já nos lares com rendas média-alta e alta, o aumento no custo de vida acumulado em 12 meses ficou em 5,95% e 6,41%, respectivamente. Portanto, muito acima da inflação oficial do IBGE, de 5,19%.

Segundo o IPEA, são classificadas como renda média-alta os grupos familiares que recebem entre R$ 10.075,00 e R$ 20.151,00. Os de renda alta têm rendimento superior a R$ 20.151,00.

Nestas duas faixas de renda, a carestia acima da inflação oficial do IBGE foi causada principalmente pelo aumento no preço das passagens aéreas (13,5%) e dos transportes por aplicativo (4,6%).

Trilhões em energia ‘verde’...

Cálculos da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) apontam que o investimento global em energias renováveis deverá somar 1,7 trilhão de dólares em 2023. Isso é quase o dobro do que o mundo investia no setor em 2010.

...bilhões em transmissão...

O problema é que os investimentos em linhas de transmissão para essa nova energia ‘verde’ não estão acompanhando essa velocidade. Segundo um estudo apresentado agora pela IEA, o investimento global em redes de transmissão ficou estático em 300 bilhões de dólares desde 2010. E esse gargalo já preocupa o setor.

...o gargalo gigantesco...

Pelos cálculos da agência internacional, se o mundo quiser, de fato, alcançar as metas de redução no consumo de combustíveis fósseis e promover a transição para energias sustentáveis será necessário adicionar ou substituir 80 milhões de quilômetros de linhas de energia até 2040. E, segundo o IEA, essa quantidade é equivalente à rede global existente hoje.

...a COP28...

Esse gargalo nas linhas de transmissão em escala global deverá monopolizar os debates durante a Conferência Climática da ONU (COP28) marcada para o final do ano, nos Emirados Árabes. A expectativa é que os líderes globais firmem na COP28 o compromisso de triplicar a produção de energia renovável até 2030 a fim de conter as mudanças climáticas.

...e o H2V

Os países-membros também vão debater mecanismos para viabilizar a duplicação na produção de hidrogênio verde (H2V) até o final desta década. No Brasil, os portos da Região Nordeste lideram essa corrida, com projetos já em andamento de quase 30 bilhões de dólares para os próximos anos. Santos anunciou, em setembro, a ideia de produzir H2V a partir da Usina Hidrelétrica de Itatinga...

Ofertas na feira

Abacate, acerola, banana prata, laranja pêra, laranja lima, mamão havaí e nectarina nacional estão no auge da safra entre setembro, outubro e novembro, portanto este é o melhor período do ano para consumí-las, com os preços mais acessíveis.

Ofertas no mercado de peixes

Outubro é o auge das capturas de dois peixes muito populares: a sardinha e a manjuba. Portanto, essa é a melhor época do ano para o consumo dessas espécies devido à abundância, que reduz os preços ao consumidor. Para quem tem uma folga maior no bolso, também estão no auge da safra espécies como a meca, o linguado, a pescada e o camarão-sete-barbas.

Filosofia do campo:

“Enquanto no mundo tem gente pensando que sabe muito, eu apenas sinto. Muito...”, Carlos Drummond de Andrade (1902/1987), poeta, contista, cronista e farmacêutico mineiro em ‘Ressentimento do Mundo’.

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