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De olho no Poder

Tendência é que vereador de SP seja cassado após fala racista; entenda

Há uma certeza na Câmara Municipal de São Paulo: o vereador Camilo Cristófaro (Avante) será punido após ter usado uma expressão racista na Casa. Em uma sessão híbrida da CPI dos Aplicativos, em 3 de maio, ele afirmou: “É coisa de preto, né?”. Depois, tentou se justificar (de maneira constrangedora) ao dizer que era difícil lavar um de seus carros pretos, e por fim admitiu o ato e pediu desculpa. De pouco adiantou. A Corregedoria da Casa aceitou um parecer da vereadora Elaine Mineiro, do Quilombo Periférico (PSOL), e abriu um processo contra o parlamentar na última quinta (19). A decisão precisa ser confirmada na próxima terça. Pesa contra ele o fato de o presidente da Câmara paulistana, Milton Leite (União Brasil), que é negro, ser favorável neste momento à cassação. “A fala do vereador ofendeu minha alma e minha raça. Por isso defendo a punição máxima”, disse ele. Um assessor experiente da Casa contou à coluna, sob condição de anonimato, sobre a possibilidade de Cristófaro perder o mandato: “Neste momento tudo indica que sim, mas as coisas sempre podem mudar. Só é certo que haverá punição”. A outra opção é uma suspensão por seis meses.

Em tempo

O plenário do Senado Federal aprovou nesta semana um projeto de lei que pretende equiparar o crime de injúria racial ao de racismo, com o aumento de pena em caso de injúria com motivação racial. A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Pacaembu

Uma comissão da Câmara Municipal de São Paulo aprovou a realização de uma audiência pública com a presença da concessionária Allegra Pacaembu para discutir eventuais irregularidades nas obras do estádio do Pacaembu, na zona oeste da Capital, após pedido do vereador Eduardo Suplicy (PT). As arquibancadas laterais do complexo esportivo foram destruídas há cerca de duas semanas, o que causou indignação pelas redes sociais. De acordo com Suplicy, a arquibancada é parte integrante do conjunto arquitetônico que está tombando junto à praça Charles Miller, e não poderia ser demolida.

MBL

Após a cassação de Arthur do Val na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) por frases sexistas contra refugiadas ucranianas, o MBL terá uma mulher como coordenadora nacional. O posto será de Amanda Vettorazzo (União Brasil), que também é pré-candidata a deputado estadual em São Paulo. Pelas redes, Vettorazzo mantém o estilo clássico que marcou o MBL, como debochar de esquerdistas que usam IPhone  De seus 10 últimos tuítes no momento do fechamento deste texto, nove eram criticando figuras de esquerda ou feministas. O outro era de propostas para o Estado.

‘Vida real’

Pré -candidato ao Senado pelo Podemos, o deputado estadual Heni Ozi Cukier disse nesta semana que o foco da campanha contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ser “a vida real”. “O brasileiro médio não liga se vive numa democracia ou ditadura, mas liga se perde o emprego, não consegue pagar o aluguel e se paga o triplo na carne e no ovo”, analisou o parlamentar, que também é cientista político. “Infelizmente, não é óbvio que democracia também enche barriga”, completou.

Etec em Guarujá

Assessores da deputada federal Rosana Valle (PL) fizeram uma reunião nesta semana com uma equipe do Centro Paula Souza para tentar encontrar formas de retomar o curso de Mecânica de Aviação na Etec Santos Dumont, em Guarujá, litoral sul paulista, que deverá ser fechado novamente. De acordo com a parlamentar, o Centro Paula Souza, que mantém as Etecs do Estado, não conseguiu atrair professores especializados por conta da baixa remuneração oferecida. O curso já havia sido fechado no primeiro semestre de 2019, e retornou às atividades em fevereiro de 2020, com apoio da deputada.

Por Bruno Hoffmann

Foto: André Bueno/Rede Câmara

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