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Prefeitura assina contrato milionário com empresa de segurança; 'muito estranho', diz entidade

A Prefeitura de São Paulo firmou três contratos com uma mesma empresa de segurança para atuar em cemitérios da Capital pelo período de seis meses. Conforme o Diário Oficial da última terça-feira (11), o valor somado dos contratos é de R$ 4.747.744,14. A decisão causou estranheza em entidades que fiscalizam a gestão municipal, como o Sindsep, sindicato que representa os servidores municipais paulistanos. “A questão que fica é o que justifica este alto valor e por apenas 6 meses? A guarda de cemitérios nunca mais teve concursos, sendo que a GCM deveria cumprir esse papel”, questionou o sindicato, em nota. “Aliás, em vários cemitérios vemos viaturas da GCM e agora contratam uma empresa terceirizada para fazer esse serviço? Muito estranho”, prosseguiu. O sindicato supõe que a medida foi tomada para “deixar tudo ajeitado para as empresas privadas” antes de a gestão municipal tentar promover uma nova licitação para concessão e privatização do Serviço Funerário. O projeto foi barrado por três vezes pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) por falhas no modelo. A coluna entrou em contato com a gestão Ricardo Nunes (MDB) sobre o tema, e vai publicar a posição da prefeitura assim que receber a resposta.

Outro lado

Após contato da coluna, a Prefeitura de São Paulo confirmou ter realizado uma licitação para a ampliação da prestação de serviço de vigilância, ”tendo em vista que os roubos e furtos são problemas recorrentes nos cemitérios”. Em relação à abertura de novos concursos públicos, a prefeitura afirmou que o serviço funerário da Capital está em fase de concessão, o que inviabiliza a sua abertura.

Leia a nota na íntegra:

“A Prefeitura de São Paulo, por meio do Serviço Funerário do Município (SFMSP), esclarece que realizou uma licitação para a ampliação da prestação de serviço de vigilância, visando garantir maior segurança aos munícipes e seu patrimônio, tendo em vista que os roubos e furtos são problemas recorrentes nos cemitérios.

Com os novos contratos, todas as unidades do SFMSP contam agora com o serviço de vigilância no período noturno, mas continuam contando com o apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Em decorrência da pandemia da Covid-19, por determinação do Decreto de calamidade, funcionários foram afastados por pertencerem ao grupo de risco para agravamento da doença.

Já em relação a abertura de novos concursos públicos, o Serviço Funerário está em fase de Concessão, o que inviabiliza a sua abertura”.

Covid entre bancários

Pelo menos 500 bancários da Capital, Osasco e região tiveram diagnóstico positivo para a Covid-19 na semana passada, conforme sindicato que cobre esse território. Para tentar amenizar a situação, o Comando Nacional dos Bancários e a Fenabram (Federação Nacional dos Bancos) marcaram uma reunião na próxima terça (18). Entre os pontos que serão tratados no encontro estão a ampliação do home office, o reforço da higienização das agências e o aumento dos testes em funcionários. “O sindicato está atuando para que todos os bancos respeitem os protocolos e não agrave ainda mais a situação", informou à coluna Neiva Ribeiro, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Por enquanto, a possibilidade de greve está descartada.

Greve de médicos

Os médicos da APS (Atenção Primária à Saúde) decidiram entrar em greve na cidade de São Paulo na próxima quarta-feira (19). A decisão dos profissionais que atendem nas unidades básicas da Capital foi tomada em assembleia na noite desta quinta-feira (13). Eles pedem da prefeitura uma resposta para a reestruturação das equipes desfalcadas e um plano de reposição dos profissionais afastados. Dependendo do que ouvirem da gestão Ricardo Nunes devem reavaliar nesta segunda (17) se mantêm a paralisação.

Pesca em Santos

O Terminal Pesqueiro Público de Santos (TPPS), inaugurado em 1958, será revitalizado e receberá equipamentos modernos. A informação é da deputada federal Rosana Valle (PSB), que disse ter sido informada pela Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP), do Ministério da Agricultura, do lançamento do edital de concessão que inclui o terminal santista num pacote de seis outros a serem explorados pela iniciativa privada. “A comunidade pesqueira merece respeito e um terminal decente. Precisamos resgatar o setor da pesca na nossa região”, afirmou a deputada.

Um lar para Costelinha

Após a Gazeta publicar na edição de quinta (13) a história de Costelinha, um cão idoso e doente que vive no Centro Municipal de Adoção de São Paulo, uma pessoa entrou em contato com o jornal com a intenção de dar uma casa para o dócil vira-lata. Ainda não é certo que a adoção ocorra, mas já é uma esperança de dar um fim de vida mais digno para essa belezinha. “O Costelinha esperou em vão até hoje um pouco de amor, uma festinha em família, um abraço apertado, o vento do rosto pela janela do carro. Questiono muito o porquê de ninguém ter olhado para ele”, conta Analy Xavier, da Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (Cosap), que comanda o Centro Municipal de Adoção.

Por Bruno Hoffmann

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