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Um dos pilares fundamentais de uma democracia real_ que não é tudo e é bem pouco, pois o ouvir, o falar e o ver não bastam_ é o direito à informação.

Informação que é o conjunto de dados interpretados, criados e manipulados pelos seres humanos para a finalidade de entendimento e comunicação. 

Comunicação que é a forma animal e, “particularmente”, humana de trocar e tornar comum determinado grupo de informações e símbolos uma vez que somos seres e produtores naturais de linguagem.

Linguagem que é a simbologia que criamos e conhecemos como chave-mestra para a leitura e intervenção no mundo.

Mundo que é a forma humana de descrever o seu habitat natural e universal transformado pela sua própria ação denominada cultura.

Cultura que é a expressão propriamente humana de sua mutação de natureza considerada selvagem em território de rituais, convenções e significados próprios e distintos para o seu estado de acomodação e prazer, a partir da perspectiva do próprio humano e suas análises espaço-temporais sobre si mesmo.

Mesmo que é símbolo palavrado para o sentido de idêntico, igual, similar a partir daquilo que entendem em seus vocabulários os próprios seres humanos que são diferentes a partir de cada origem, contexto e lugar.

Lugar que é sinônimo de espaço, área, região livre ou ocupada por algo ou alguém que faz daí o âmbito de seu fundamento, de causa.

Causa que, segundo o grande filósofo Aristóteles (século IV a.C.), é a razão ou a fonte que faz com que algo se torne aquilo que é.

Portanto, lugar de causa é o nosso primeiro lugar enquanto seres. E enquanto humanos é, também, a nossa primeira paragem para que nos “essencializemos”, ou seja, construção e  criação do princípio da nossa existência.

O lugar de causa, mais do que o lugar de fala (conceito ingênuo) que nele já está contido, é o lugar da afirmação e da identidade da diferença e da aceitação de se ser quem se é.

Quem tem uma causa, entendeu o seu ethos e inaugurou a própria vida.  

Um dos pilares fundamentais da humanidade é o direito à expressão. E a expressão é tão essencial à nossa espécie (e a todas as espécies, por que não?) que, não por acaso, vem antes da invenção do próprio direito. É a causa de tudo.

Quais as suas causas? Quais suas feições naquilo que de humano entrega?  

Pois do verbo fez-se a carne e da carne fez-se o quê? Churrasco e entretenimento?!

* Diego Monsalvo, professor de filosofia e escritor

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