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De olho no Poder

Deputado acusa Doria de retaliação por se opor a aumento do ICMS

O deputado estadual Ricardo Mellão, pré-candidato ao Senado pelo Novo, revelou ter sofrido retaliação do então governador João Doria (PSDB) por ter sido a voz mais forte dentro da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) contra o aumento do ICMS, entre 2020 e o início de 2021. À coluna, o parlamentar revelou nesta semana que, irritado com a sua atuação no tema, Doria vetou integralmente o Código de Defesa do Empreendedor, projeto de Mellão e do colega Sérgio Victor (Novo), que tinha a simpatia de secretarias do governo e havia sido aprovado por unanimidade na Alesp. 

"Se fosse um projeto que o governo não concordasse, tudo bem vetar, está no direito dele. Mas, nesse caso, não: nós fizemos juntos, consultamos o governo antes o tempo todo", explicou o parlamentar. "O argumento técnico para o veto [publicado no Diário Oficial no dia seguinte] era tão ridículo e tão absurdo que era óbvio que se tratou de uma retaliação", continuou.

Como resultado do veto integral pelo político que se elegeu dizendo que não era político, mas gestor, o projeto de lei precisou ser reapresentado na Casa e aprovado novamente pelos deputados paulistas, cerca de um ano e meio depois. O Código de Defesa do Empreendedor só passou a valer no mês passado, após ser sancionado pelo novo governador Rodrigo Garcia (PSDB) em abril.

A coluna procurou a assessoria do ex-governador para comentar sobre o assunto, mas não recebeu resposta até o fechamento deste texto.

Haddad na Fiesp

Em conversa com empresários na Fiesp nesta semana, o pré-candidato Fernando Haddad (PT) disse que não pretende privatizar a Sabesp caso seja eleito governador, e explicou que a medida seria ruim até para o setor privado. "Anotem o que estou dizendo: vamos prejudicam o setor privado privatizando a Sabesp. Vai diminuir o número de players que hoje se associam à Sabesp em múltiplos projetos cidade a cidade", analisou. Na próxima terça-feira (9), a entidade vai receber o presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva, também do PT. O presidente Jair Bolsonaro (PL) estava marcado para ir à Fiesp na próxima quinta (11), mas cancelou o encontro.

Garcia e o senador

O ex-secretário Edson Aparecido (MDB) foi o nome escolhido pelo governador e candidato à reeleição Rodrigo Garcia (PSDB) para ser seu pré-candidato ao Senado. Consultado pela coluna, o presidente do PSDB paulistano, Fernando Alfredo, que também pleiteava a vaga, se disse tranquilo com a decisão. "O acordo que a gente tinha é que se a vaga ficasse no PSDB o candidato seria eu. Como precisou compor com o MDB,o Aparecido ficou com a vaga, e tudo bem. Estou totalmente dedicado na reeleição do Rodrigo", contou.

Silêncio

Já o deputado estadual Heni Ozi Cukier (Podemos), que se considerava um dos favoritos para ser escolhido por Garcia rumo ao Senado, não se pronunciou sobre o tema até o fechamento deste texto. Ele garantiu a este colunista na semana passa que manteria sua pré-candidatura ao Senado mesmo se não fosse o escolhido pelo governador.

CPI da Pirataria

A CPI da Pirataria da Câmara Municipal de São Paulo aprovou uma nova prorrogação dos trabalhos por mais 120 dias. Essa é a segunda vez que as investigações são estendidas. O vice-presidente da comissão, Adilson Amadeu (União Brasil), disse nesta semana que pretende promover uma audiência com o consulado da China para auxiliar no combate à pirataria. “Queremos entender melhor o funcionamento das relações comerciais e tudo o quê vem sendo feito para coibir esse tipo de atividade. Creio que o consulado possa nos apontar alguns caminhos”, disse o vereador.

Por Bruno Hoffmann

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