Olhar Filosófico

A vida reinicia em Sol

2026 segue firme

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2026 segue firme. O universo, por outro lado, nem sabe que ele existe. O vento, a terra, a Terra, Saturno, o mar e todo fogaréu vulcânico, também, ignoram sua existência. Mas 2026 segue firme.

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Todo ano que passa a outro ano é rito. Passagem cronometrada, coisas específicas que se comem, locais específicos que se vão, pulos, mandingas, orações, depressão, jurisdição divina, serotonina, endorfina e dopamina. Viva!

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2026 segue firme. Como se não houvesse amanhã. Queimando em Sol, descansando em Lua, cantarolando ao natural, recorrendo às plantas e animais para dizer o que é. A nova roupa desse imperador, Imperator Mundi, tempo-rei, criança brincando com as esferas planetárias nunca dantes navegadas e ovos de dinossauros.

Ao tempo, brindemos com sorriso envergonhado, mas esperançoso. Sempre com ela, a Esperança, assim talvez como deve ser, de braços dados. Sempre, perto ou distante, ou à distância de um “Trem” mineiro que é no mais um “logo ali”.

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E segue firme nosso ano 2026. Mais esse ano para quem ainda vive, livre ou sobrevive, respira o tempo dos homens, das mulheres, e dos velhos e crianças, que são de outra natureza, espécies de encantados num mundo cada vez mais hostil no mercado do atacado, e de “Faça você mesmo!” no varejo. Corra, Lola, corra! Corra, Zé, corra!

E segue o ano futuro do presente, já pretérito perfeito ou mais que perfeito. Sei eu que aspirei diferente, 2025, 26, ao infinito e além! Mas não aspiro e transpiro solitário. Passo do sonho para o mundo, do mundo para o sonho em 360 graus. E não passo sozinho. Aliás, passo bem, obrigado! E não passamos sozinhos. Segue a ciranda que roda, saia rodada, roda cabeça, vida repleta, novidade dia a dia: no bom dia, boa noite, obrigado, com licença, vá tranquilo, siga sorrindo, meu amor. Novidade dia a dia. O céu é por aqui, da lama ao caos, do excesso à falta, entre as exéquias e o carnaval. Com olhos de olhar, veja. Com ouvidos de ouvir, ouça.

2026 segue, segue e não cegue, por favor! Pois são 2026 chances do mundo dar certo. Mas tem o Donald, tem o Benjamin! Ok, baby; mas tem tantos outros, já tiveram tantos outros, e terão tantos outros, vazios em expansão para um mundo em imagem e semelhança (e eis mais um momento de dizer obviedades). Passam e deixam a marca do caos, e do caos, faremos nós um céu de estrelas.

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Que apontam para o natal do poema encarnado de Belém. Eles odeiam poesia! Poetemos, poemamos! "Lucy in the Sky with Diamonds"! Plantamos, recentemente, uma flor no meio de um matagal para não ser vista, preservada, advinha, caminha tranquila e feliz. Já é jardim. Florescendo, polinizando e salvando o mundo, quietinha e feliz. Suando mel! Diversas irmandades de folhas e pétalas, suam mel também. Eles odeiam jardins! Plantemos, plantemos, floresçamos, não para exportação, mas para dentro da gente. Jardim de soja não existe, nem de cana, monocultura não é jardim, só em conjunto, selva e sítio, do kolkhoz ao kibutz, às terras sem portas dos i

 

De 2026 vem o tom, segue o som, sobe a rima, tira a cerca e a hipocrisia, fica a dica, jardim e poesia, e uma flor plantada em cada esquina. E no coração dela, plantei a minha! Floresceu no mar, marina.

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