Engenharia do Cinema

Versão brasileira de 'O Quarto do Pânico' estraga o clássico de Fincher em 90 minutos

Produção é estrelada por Isis Valverde

Sony Pictures/Divulgação

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Se, por um lado, "O Morro dos Ventos Uivantes" se preocupa em contar uma nova versão da história já conhecida dentro da linha de pensamento da diretora, o remake brasileiro de "O Quarto do Pânico" faz questão de estragar tudo aquilo que o cineasta David Fincher havia proposto no clássico de 2002.

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Enquanto no original tínhamos Jodie Foster em uma situação tensa e claustrofóbica com a sua filha (Kristen Stewart), agora temos Isis Valverde interpretando uma mulher carregada de traumas, mas que está totalmente perdida e só falta dizer: "o que diabos estou fazendo aqui?".

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Após presenciar a morte de seu marido de forma brutal, Mari (Valverde) resolve ir morar com a sua filha (Marianna Santos) em uma mansão extremamente segura e com a mais alta tecnologia. Só que ela não esperava que um trio de assaltantes (Marco Pigossi, André Ramiro e Caco Ciocler) conseguisse invadir o lugar para realizar um arriscado roubo.

A começar que o roteiro de Fábio Mendes procura empobrecer aquilo que David Koepp havia proposto no original, ao se contradizer durante boa parte da narrativa. A começar pela facilidade com que os assaltantes conseguem entrar na casa — usando uma escada no muro e um corte na cerca —, sem que o sistema de segurança sequer avise Mari sobre isso.

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Além de a direção se preocupar em ser pouco sutil ao tentar mostrar as dificuldades que mãe e filha enfrentam na vida, tudo se resume à pseudo presença do "espírito do finado marido" por meio de uma luz piscando e acendendo em momentos aleatórios.

No original, tínhamos Foster tendo de lidar com o fato de sua filha ter diabetes e, no ápice da trama, implorar pelo acesso à insulina. Isso até acontece aqui, mas se perde pela falta de profundidade dos personagens. Isso sem mencionar que nenhum dos atores parece interessado em estar nesta produção; tudo soa como um cachê gordo que caiu em suas contas bancárias.

O novo "Quarto do Pânico" termina como uma produção que até poderia ser boa, mas acaba sendo apenas uma mancha neste começo de ano para o cinema brasileiro.

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