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Stranger Things acabou: O desfecho foi mestre ou a Netflix só focou em spin-offs?

Produção da Netflix finalmente chegou ao seu fim

Netflix/Divulgação

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Depois de quase dez anos, a série "Stranger Things" finalmente chegou ao seu capítulo final. Embora ela tenha tido êxito ao estabelecer seu desfecho e ainda conseguido apresentar novos e divertidos integrantes ao elenco, a sensação é que, nos minutos finais, a Netflix se preocupou em abrir um leque para possíveis spin-offs.

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Ainda que o roteiro dos irmãos Duffer brinque constantemente com o destino de figuras como Steve (Joe Keery) e Jim (David Harbour), o sentimento é que qualquer um dos protagonistas pode se sacrificar diante da ameaça crescente de Vecna (Jamie Campbell Bower), ao mesmo tempo que seu alter ego humano, Henry Creel, consegue fazer novas vítimas.

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É perceptível que a trama procurou estabelecer brevemente algumas conclusões em um primeiro plano, como a origem do Mundo Invertido, a forma como Max (Sadie Sink) pode ser trazida de volta à vida e de onde realmente surgiu o vilão.

Ao mesmo tempo, há uma preocupação e conexão do público cada vez maior com os nomes envolvidos, principalmente com Nancy (Natalia Dyer, que vai voltar a interpretá-la em um futuro derivado da série) e sua irmã Holly (Nell Fischer), Will (Noah Schnapp, cujas cenas envolvendo o controle de Vecna e a revelação sobre sua sexualidade são os pontos altos da temporada), Steve e, claro, Eleven (Millie Bobby Brown).

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No entanto, as inserções de novos rostos são um verdadeiro show de 50/50, pois ao mesmo tempo que Derek (Jake Connelly) consegue roubar a cena nos primeiros episódios com seu jeito de Cartman, a Dra. Kay (Linda Hamilton) tinha potencial para ser uma grande vilã, mas não passa de uma promessa.

Em compensação, Jamie Campbell Bower entrega sua melhor atuação na obra, principalmente quando está encarnando o misterioso Henry Creel. Mudando seu comportamento da água para o vinho, seu ápice ocorre no capítulo final, onde, além de demonstrar seus pontos fracos, em momento algum deixa de ser uma ameaça.

O confronto decisivo com Eleven, mesmo que conte com uma excelente direção e bons efeitos visuais na caracterização do Devorador de Mentes e das próprias criaturas, peca em um detalhe: quando os protagonistas caminham para a luta, o cenário externo se assemelha a um clipe do Linkin Park nos tempos do Chester.

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E as referências não param por aí, uma vez que existem algumas bastante nítidas nesta temporada como "Aliens - O Resgate", vide o visual de Nancy no último capítulo, "A Hora do Pesadelo" e até mesmo uma brincadeira dos próprios Matt e Ross Duffer em relação às teorias e ao fato de o final ter sido "morno".

O desfecho de "Stranger Things" consegue encerrar com maestria grande parte dos seus arcos, mas não foge da normalidade do término de uma produção de grande sucesso.

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