Engenharia do Cinema

Ouro, Suor e Ego: Chalamet alcança o ápice em 'Marty Supreme'

Longa tem a direção de Josh Safdie

Diamond Films/Divulgação

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Não é novidade que "Marty Supreme" vem sendo tratado, nos últimos meses, como "o filme da carreira de Timothée Chalamet", e até como o papel que finalmente lhe renderá o tão sonhado Oscar de Melhor Ator.

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Sob a direção de Josh Safdie, em seu primeiro longa sem o irmão Benny, percebe-se que o cineasta resgatou a essência frenética de obras como "Bom Comportamento" e "Joias Brutas". Ele transporta essa energia para uma narrativa que parece ter o propósito exclusivo de garantir a Chalamet (que também assina como produtor) o reconhecimento definitivo da Academia.

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Livremente inspirada na vida do lendário jogador de tênis de mesa Marty Reisman, a história acompanha Marty Mauser (Chalamet), que é obcecado em se tornar o maior do mundo na modalidade. Mesmo após perder um importante campeonato e ficar em segundo lugar, ele segue disposto a se tornar um campeão, nem que para isso se envolva em uma série de problemas.

O roteiro de Safdie e Ronald Bronstein coloca o protagonista em uma verdadeira montanha-russa emocional: sempre que acreditamos em sua redenção, Marty mergulha em novos problemas que se acumulam aos antigos. Enquanto Howard Ratner (de "Joias Brutas") era movido pelo vício em apostas, Marty é guiado por um egocentrismo cego. Ele manipula todos ao seu redor para alimentar sua vaidade no tênis de mesa.

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Isso inclui abandonar a ex-namorada grávida (Odessa A’zion) em momentos cruciais ou manter um caso com a famosa atriz Kay (Gwyneth Paltrow) apenas por interesse, tentando provar sua força em um jogo de poder que existe apenas em sua mente. O filme marca ainda a estreia na atuação de Kevin O'Leary (do reality Shark Tank) como o empresário Milton Rockwell, marido de Kay, que estabelece um intenso embate de egos com o protagonista.

Diante de cada decisão de Marty, o espectador é tomado por sentimentos de amargura e raiva. Ao mesmo tempo, é impossível não notar o quanto Chalamet se entrega ao papel, justificando o favoritismo ao Oscar mais do que qualquer outro indicado este ano. 

Isso sem mencionar o trabalho de direção de Safdie, que não apenas cria uma atmosfera de suspense até mesmo nas partidas de tênis de mesa, mas também em cada uma das confusões em que Marty se mete.

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Mesmo que o roteiro ainda "brinque" com o público sobre uma pequena esperança de ele finalmente entrar nos trilhos, o protagonista sempre acaba guiado por alguma ponta solta nessas situações.

A trilha sonora ainda é fortemente carregada de músicas de peso como “Everybody’s Got To Learn Sometime“, “Everybody Wants to Rule the World”, “I Have the Touch“, que só aumentam a sensação de imersão. 

"Marty Supreme" nasceu para fazer o barulho que a Academia negou a "Joias Brutas", e o jovem nova-iorquino parece pronto para conquistar esse espaço.

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