Engenharia do Cinema
Longa conta com a mesma história do jogo de 2001
Paris Filmes/Divulgação
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No meio de uma onda de vários lançamentos de live-actions inspirados em games, era óbvio ser uma questão de tempo até resolverem realizar um novo título de "Silent Hill". Só que diferente das duas primeiras adaptações para as telonas, este teve como inspiração o segundo jogo, lançado em 2001.
Só que, diferente de casos como "Super Mario Bros" e "Uncharted", não havia um grande diretor por trás da adaptação, muito menos um roteirista que se preocupasse com o básico: como fazer o público que não conhece o game, ter uma familiaridade com a história.
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A trama é basicamente a mesma do jogo, onde James (Jeremy Irvine) não aceita o falecimento de sua esposa Mary (Hannah Emily Anderson) e resolve retornar para a cidade de Silent Hill, onde ele acredita que ela ainda esteja. Entretanto, o lugar que um dia foi responsável por trazer momentos de alegria para sua vida, hoje é tomado por uma grande névoa e monstros extremamente violentos.
É nítido que houve uma conversa entre os produtores e roteiristas que se deveria ter os mesmos elementos do jogo no filme, pois isso agradaria os fãs da franquia em diversos aspectos. Por isso, vemos personagens com visuais similares como Laura (Evie Templeton)
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Mesmo com um orçamento de US$ 23 milhões, a equipe não apenas ouviu isso ao pé da letra, como colocou alguns monstros com o mesmo visual do jogo de Playstation 2.
Para piorar a situação, parece que o diretor Christophe Gans (do ótimo "Pacto dos Lobos") não estava interessado neste projeto e entregou um resultado bem aquém do justo. Vale ressaltar que o próprio foi responsável pelo roteiro, junto de outras duas pessoas.
Em momento nenhum se preocupamos com James e Mary, muito menos ele consegue tirar boas atuações do elenco, já que Irvine e Anderson não escondem serem canastrões. Isso quando ele, repentinamente, resolve intercalar a câmera em primeira e terceira pessoa, na perspectiva de James.
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"Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno" termina como um patinho feio das adaptações de games para as telonas, onde o potencial estava lá, mas faltou mais profissionalismo.
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