Engenharia do Cinema
Samara Weaving retorna como a Grace MacCaullay
20th Century Studios/Divulgação
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Lançado em 2019, "Casamento Sangrento" custou à 20th Century Studios cerca de US$ 8 milhões e rendeu mundialmente US$ 57 milhões, apesar de ter sido lançado diretamente em on-demand, DVD e Blu-ray no Brasil (quando se popularizou por aqui, em 2020).
Embora não tenha aberto um leque para a possibilidade de continuação, o estúdio resolveu dar sinal verde para "Casamento Sangrento: A Viúva", que traz novamente a dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett assinando a direção, além de Samara Weaving interpretando novamente a noiva Grace MacCaullay.
A história começa do ponto onde o original parou, com Grace conseguindo sobreviver após a família de seu noivo tentar assassiná-la em prol de um ritual satânico. Só que ela acaba descobrindo que o grupo do qual seus ex-familiares faziam parte é maior do que imaginava, e logo ela "retorna" a este mesmo ritual. Porém, ela não está sozinha, pois está na companhia de sua irmã distante, Faith (Kathryn Newton).
O roteiro de Guy Busick, R. Christopher Murphy e dos próprios Bettinelli-Olpin e Gillett procura explorar a fórmula que foi criada para o longa de 2019. Por exemplo: se, por um lado, os antagonistas iriam explodir caso não conseguissem matar Grace, aqui essa decisão também se expande para um novo leque.
Não apenas isso, como o texto abre alas para Newton interpretar mais uma vez a jovem rebelde, e isso casa perfeitamente com a premissa do longa, além de ela ter uma química natural com Weaving. Inclusive, o arco que ambas discutem com Wan Chen Xing (Olivia Cheng) é hilário por conta do alto teor de humor negro, que está presente mais uma vez na premissa.
Assim como no antecessor, a violência e o sangue surgem de forma cartunesca; ou seja, não incomodam o público, mas sim o fazem rir, dentro do possível, na maioria das vezes, principalmente quando determinados personagens explodem repentinamente.
Claro, não poderia deixar de dizer que há menções honrosas a Elijah Wood, Sarah Michelle Gellar e David Cronenberg. Enquanto os dois primeiros servem para satirizar os arcos de "O Senhor dos Anéis" e "Buffy", o terceiro nitidamente brinca com Jeffrey Epstein, mesmo aparecendo por apenas alguns minutos.
"Casamento Sangrento: A Viúva" é uma continuação que ninguém pediu, mas que conseguiu ser muito bem executada.
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