Engenharia do Cinema

'Alerta Apocalipse' e o equilíbrio entre o Body Horror e a sátira despretensiosa

Produção é estrelada por Liam Neeson e Joe Keery

Imagem Filmes/Divulgação

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O cineasta David Koepp é conhecido por escrever diversos títulos de peso no cinema, como "Jurassic Park", "Missão: Impossível" e "Guerra dos Mundos" (versão de 2005, não a bomba recente com Ice Cube). Em paralelo à sua carreira de roteirista, ele também assinou a direção de algumas produções e escreveu o livro "Contágio".

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Ao ser adaptada para o cinema sob o título "Alerta Apocalipse", a produção procura se sustentar não apenas por conta do peso de Liam Neeson e Joe Keery, mas também no gênero body horror, que fez muito sucesso nos anos 80 e 90. 

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Após um estranho fungo alienígena cair na Terra e se proliferar em uma área desértica, o agente bioterrorista Robert Quinn (Liam Neeson) consegue controlá-lo, fazendo com que seja armazenado em um bunker ultrassecreto.

Conforme os anos passam, o espaço se transforma em um self storage onde trabalham o ex-presidiário Teacake (Keery) e Naomi (Georgina Campbell). Acidentalmente, a dupla acaba fazendo o fungo ressurgir, o que leva Robert a montar uma operação improvisada para evitar que o pior aconteça.

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O roteiro de David Koepp sabe brincar com o fato de que a própria premissa não deve ser levada a sério, uma vez que se trata de um organismo alienígena que começa a dominar a mente das pessoas e as deixa como zumbis. 

Remetendo a clássicos como "O Enigma de Outro Mundo" e "A Bolha Assassina", não existem explicações muito concretas ou soluções apresentadas de imediato ao público.

Embora não tenha um terço da violência de produções como "O Primata", o tópico acaba sendo introduzido de forma homeopática; ou seja, existe o gore, mas a maneira como ele é apresentado acaba sendo engraçada. 

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Mesmo que exista um prólogo que explique a origem do fungo e sua capacidade de expansão no ser humano, o decorrer da narrativa funciona com uma pegada satírica, possivelmente por escolha do cineasta Jonny Campbell.

Uma vez que temos Neeson e Keery conhecidos pelos estereótipos do agente imbatível e do pseudo-galã atrapalhado, esse estilo acaba sendo aproveitado. Logo, vemos uma junção inusitada entre "Bryan Mills" e "Steve Harrington", que funciona dentro da premissa criada. 

Em contrapartida, temos breves participações de Vanessa Redgrave (ex-sogra de Neeson na vida real) e Lesley Manville ("Trama Fantasma"), que poderiam ter sido melhor exploradas, dado o talento de ambas.

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"Alerta Apocalipse" funciona como aquele salgado de uma lanchonete pouco conhecida: ele está ali, no meio de outras produções gigantes, e acaba sendo melhor de ser degustado do que muitas opções famosas.

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