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Pets idosos: como garantir mais qualidade de vida na melhor idade

Assim como nós, cães e gatos também envelhecem

O pet idoso precisa de carinho e cuidado / Freepik

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Assim como nós, cães e gatos também passam pelo processo natural de envelhecimento, e essa fase merece atenção especial. Consideramos pacientes idosos, de modo geral, cães de pequeno porte acima de oito anos e cães de porte médio ou grande acima de seis anos. 

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Já os felinos chegam da idade sênior aos 10 anos. A partir daí, alguns cuidados fazem toda a diferença para garantir bem-estar, longevidade e qualidade de vida.

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Um dos pilares mais importantes é a rotina de alimentação adequada. O fornecimento de uma nutrição de qualidade ajuda a manter o peso corporal, preservar massa muscular e apoiar o funcionamento adequado do organismo.

A dieta pode ser feita com alimento comercial de boa procedência, com alimentação natural, ou ainda por meio do “mix feeding” - desde que sempre com orientação de médico veterinário nutrólogo.

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Outro ponto fundamental é o controle do peso e da obesidade, especialmente nessa fase da vida. O excesso de peso aumenta a sobrecarga sobre articulações já mais sensíveis e também pode impactar negativamente a saúde cardiovascular. Manter o pet idoso em escore corporal adequado é uma das estratégias mais eficazes de prevenção.

O escore corporal é uma classificação do estado nutricional do animal e vai de 1 a 9, sendo de 1 a 3 considerado abaixo do peso, 4 a 5 peso ideal, 6 a 7 sobrepeso e 8 a 9 considerado obesidade.

O manejo do ambiente doméstico também merece atenção. Sempre que possível, é importante evitar que o animal caminhe em pisos muito lisos, reduzindo o risco de escorregões e traumas articulares. Elevar levemente o comedouro e o bebedouro pode ajudar a diminuir a sobrecarga sobre a coluna cervical durante a alimentação.

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A prática de exercícios leves e regulares, respeitando as limitações individuais, contribui para manutenção da mobilidade, da massa muscular e da saúde mental do paciente idoso. Atividades devem ser sempre adaptadas à condição clínica de cada animal.

Outro cuidado indispensável é a realização de check-ups periódicos com o médico veterinário de confiança. Exames laboratoriais básicos devem ser realizados, em geral, a cada seis a doze meses, permitindo identificar precocemente alterações metabólicas ou sistêmicas. A avaliação cardiológica também é recomendada nessa fase, já que doenças cardíacas podem surgir de forma silenciosa.

Por fim, vale lembrar: o pet idoso precisa de algo que nenhum exame substitui — carinho, paciência e presença. Com manejo adequado, acompanhamento veterinário e muito amor, é possível proporcionar uma velhice ativa, confortável e feliz.

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Envelhecer é um privilégio e cuidar bem dessa fase é o que transforma anos de vida em vida com qualidade.

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