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Obesidade em pets: quando o excesso de peso vira doença

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Dia 04 de março é conhecido mundialmente como o Dia Mundial da Obesidade, o que nos convida a uma ampla reflexão sobre essa grave doença que também afeta nossos pets. 

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Muitos tutores ainda acreditam que um pet “gordinho” é sinal de saúde ou até de carinho. No entanto, o excesso de peso em cães e gatos está longe de ser apenas uma questão estética. A obesidade é hoje considerada uma doença metabólica que pode comprometer diversos sistemas do organismo e reduzir significativamente a qualidade e a expectativa de vida dos animais.
O excesso de gordura corporal pode trazer consequências importantes para a saúde do pet. Entre elas estão doenças articulares, dificuldade respiratória, doenças cardíacas, redução da mobilidade e menor disposição para atividades diárias. Em alguns casos, também pode haver predisposição ao desenvolvimento de diabetes, alterações hormonais como o hipotireoidismo, além de maior risco de infecções oportunistas por diminuir a imunidade. Animais obesos também costumam apresentar dificuldade para realizar sua própria higiene, especialmente no caso dos gatos.

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A boa notícia é que grande parte desses problemas pode ser evitado com medidas simples de manejo. A primeira delas é garantir uma nutrição equilibrada e adequada à necessidade de cada animal. Existem ótimas opções de alimento comercial, as chamadas rações super premium, algumas são voltadas para perda de peso, outras com calorias controladas, mas, mesmo as que são para manutenção de peso, serão importantes no processo, desde que seja respeitada a quantidade ideal para cada um, levando sempre em consideração o porte, o sexo, a idade, o nível de atividade e condição reprodutiva do paciente. Além da opção da alimentação natural balanceada, formulada por um médico veterinário nutricionista, o melhor profissional para realizar as orientação nutricional mais adequada para cada caso. 

Outro ponto essencial é a prática regular de atividade física. No caso dos cães, caminhadas e brincadeiras ajudam no gasto energético e contribuem para o bem-estar geral. Jogue mais “bolinhas”, pegue a guia que está ali escondida e empoeirada e coloque-a no seu cachorro, convido a leva-lo para um passeio na orla de Santos no comecinho da manhã ou no final de tarde, vai ser um momento especial. E para os gatos? Podem ser construídos verdadeiros playgrounds dentro de um apartamento, que é a chamada gatificação do ambiente, com prateleiras, escadas, obstáculos, brinquedos e estímulos interativos, fazendo os gatinhos movimentarem-se mais e estimulando o comportamento natural de caça, vai ser incrível observar “os felinos sendo felinos”. 

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Também é importante evitar oferecer comida humana industrializada ou petiscos industrializados em excesso. Além de favorecer o ganho de peso, alguns alimentos podem causar problemas digestivos importantes, como gastroenterites, pancreatite e alterações hepáticas. Opte por escolhas mais saudáveis e pouco calóricas como abobrinha italiana e chuchu cozidos, frutas com bastante água, como melão e melancia, tenho certeza que eles vão amar.

O acompanhamento periódico com o médico-veterinário é fundamental para monitorar o peso, avaliar o escore corporal (uma escala que vai de 1 a 9, sendo que os escores 4 e 5 representam o peso ideal e os valores acima disso indicam sobrepeso ou obesidade), e realizar exames de check-up que permitam identificar precocemente qualquer alteração metabólica ou hormonal. O veterinário é o grande amigo do seu melhor amigo, tenha o seu de confiança.

Controlar o peso do seu pet é um dos maiores gestos de cuidado que um tutor pode oferecer. Animais com peso adequado vivem mais, com mais disposição, felicidade e qualidade de vida, esse cuidado começa todos os dias nas pequenas decisões de quem os ama e protege.

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* * Fernanda Vasconcelos Monsalvo, médica veterinária formada pela UNESP, especialista em endocrinologia e nutrição animal

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