Vai faltar café no Brasil em 2015

No ano passado, o deficit foi de 10 milhões de sacas e o Brasil teve de recorrer aos estoques públicos e privados de safras antigas para suprir o mercado

Após 13 meses de seca, fevereiro começou com granizo em áreas produtoras de café de São Paulo e de Minas Gerais, principais regiões produtoras do País. Assim, já há quem aposte que vai faltar café em 2015. No ano passado, o deficit foi de 10 milhões de sacas e o Brasil teve de recorrer aos estoques públicos e privados de safras antigas para suprir o mercado. E o cenário atual sugere queda drástica na safra 2015, o estoque é menor que em 2014 e a exportação cresceu 7% em janeiro.

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Mais: o Ministério da Agricultura teve de decretar estado de emergência no final de janeiro devido ao ataque de insetos em cafezais de São Paulo e Espírito Santo. Logo, é grande a chance de faltar café para atender o mercado interno e as exportações caso sejam mantidos os volumes de 2014, quando o Brasil exportou 36 milhões de sacas e consumiu mais 20 milhões, mas produziu só 45,5 milhões.

Na roça e nas cooperativas do Sul de Minas o clima é de velório. Cafeicultores já pressionam prefeitos para declarar calamidade pública. A crise vai refletir no bolso do consumidor e na praça cafeeira de Santos, principal porto exportador do grão. 

Embora o Conselho Nacional do Café estime uma produção de até 43 milhões de sacas, há quem duvide. É o caso do professor José Donizeti Alves, da Universidade Federal de Lavras, que aposta em, no máximo, 28 milhões de sacas de arábica.

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Como as plantações de conilon do Espírito Santo ficaram até 45 dias sem chuva neste verão, também é esperada uma quebra severa nessa variedade, que representa 25% da produção brasileira, ou seja, 12 milhões de sacas historicamente.

A Fundação Procafé percorreu em janeiro as regiões produtoras do País para fazer uma previsão do que será colhido. O resultado será publicado nos próximos dias.

Alckmin e a cana…
O governador Geraldo Alckmin assinou decreto que descomplica a cobrança de ICMS das usinas que geram energia elétrica a partir do bagaço da cana. O objetivo é incentivar a bioeletricidade e diminuir a dependência das hidrelétricas.

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..duas Itaipus de força
A biomassa da cana gera 4% da eletricidade consumida no Brasil. Em cinco anos, o volume gerado dobrou e pode aumentar mais oito vezes até 2023, quando deve corresponder a duas Itaipus, conforme prevê a União das Indústrias da Cana.

Menor estoque público…
O Governo Federal acumula o menor estoque público de arroz dos últimos 15 anos. Isso reduz a capacidade da Conab de conter altas no preço do grão no varejo a partir da próxima safra, que entra no mercado a partir de 1º de março.

…de arroz em 15 anos
Nos armazéns públicos restam só 150 mil toneladas de arroz, o suficiente para apenas 5 dias de consumo. Pior: é arroz velho e de baixa qualidade. Em 12 meses, a Conab leiloou 392 mil toneladas do grão. Apesar disso, o arroz atingiu em janeiro o maior valor no atacado desde dezembro de 2012, segundo o Cepea/USP.

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Leite contra depressão
Leite, iogurte, banana, soja, peixes e feijão são importantes aliados no combate à depressão por conterem a substância triptofano, que traz sensação de bem estar.

Peixe salgado!
Os pescados subiram 7,8% em janeiro no atacado de SP. Em alta: corvina (34%), namorado (32%) e salmão (23%). Em baixa: espada (-13%) e anchova (-4%).

Ofertas na feira
Em janeiro, o setor de frutas foi o único a registrar deflação na Ceagesp, com recuo de 1,33% nos preços.  Principais baixas: limão taití (-56%), figo (-30%), maracujá doce (-27%), mamão formosa (-24%) e pera estrangeira willians (-21%).