Após um 2013 com preços elevadíssimos, o trigo atingiu em junho o valor mais baixo em 12 meses. Os motivos são a safra recorde no Brasil, a grande quantidade de trigo disponível no mercado internacional e a redução da tarifa de importação pelo Governo Federal. Portanto, a pressão inflacionária sobre a farinha e derivados, que marcou o final de 2013 e o primeiro semestre de 2014, já não existe mais. E a queda deve ser ainda mais intensa nos próximos meses com o avanço da colheita.
Isso deveria provocar uma redução no preço de alimentos básicos na mesa dos brasileiros, como o pão, os macarrões e as massas em geral, incluindo a pizza do final de semana. Mas, essa queda vai depender do consumidor, que deve prestigiar padarias e mercados que reduzam proporcionalmente o preço desses alimentos. O pão francês e a farinha de trigo chegaram a subir até 32% em 2013, devido, principalmente, à Argentina que suspendeu a venda do grão para o Brasil.
Em 2014, porém, deveremos colher uma safra recorde do cereal, estimada em mais de 7,8 milhões de toneladas, com destaque para os estados do Rio Grande do Sul e Paraná, os maiores produtores brasileiros. Mas a safra também será grande em Minas Gerais e São Paulo, estados com pouca tradição no plantio do grão.
Dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo apontam um crescimento de 48% na safra paulista em relação a 2013, o que deverá garantir a maior colheita de trigo dos últimos dez anos em terras paulistas. Apesar do bom desempenho, o Brasil ainda terá de importar cinco milhões de toneladas para suprir o consumo interno, estimado em 12 milhões de toneladas em 2014.
Jorrando leite…
Apesar da seca no Sudeste e dos alagamentos no Sul, a produção de leite bate recorde. A alta foi de 12% em maio e de 11% em junho na comparação com 2013. Isso contraria previsões já que vivemos o período das vacas magras (entressafra).
…alguém está lucrando!
Ainda assim, há que se esclarecer o “milagre” praticado pelos laticínios e pelo comércio varejista, que triplicam o valor do leite no trajeto entre a porteira da fazenda e a mesa dos brasileiros. Nessa equação há dois explorados: o produtor, que mal cobre o custo de produção, e o consumidor, que paga preços exorbitantes.
O Brasil que inova
O Brasil começa a exportar biodiesel produzido a partir de sebo. A empresa dona da marca Friboi concluiu a primeira exportação de 6,7 milhões de litros para a Europa. Com isso, o bovino passa a ter utilização integral, seja na alimentação humana, na indústria (através do couro e chifres) e, agora, como biocombustível.
Flores e paisagismo
A Ceasa de Campinas promove de 28 e 31 de julho o 1º Encontro de Jardineiros e Paisagistas e a Expo Garden. Temas: iluminação artificial no paisagismo e jardins como forma de melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos.
Peixe mais barato
A Ceagesp apurou queda de 2,2% no preço dos pescados no atacado em junho. As principais baixas: sardinha congelada (-17%), robalo (-14,9%), camarão (-12,6%) e salmão (-9,7%). Altas: cavalinha (+22,2%), corvina (+23,4%) e anchovas (+6,9%).
Ofertas na feira
Cenoura, abóbora moranga, berinjela, mandioca, pepino, espinafre, agrião, couve-flor, coentro, alface crespa e lisa, cebolinha, couve manteiga, acelga, nabo, milho verde, rabanete, repolho, rúcula, batata lavada e cebola nacional branca terminam a semana com preços em queda no mercado atacadista de São Paulo.
Filosofia do campo:
“É o coração que faz o caráter”, Eça de Queirós (1845/1900), diplomata e escritor português.