Sem ajuda, produtores de banana do Vale do Ribeira vão quebrar

O principal motivo da crise é o clima quente e seco, que tem queimado as folhas das bananeiras e diminuído o tamanho dos frutos

A situação é crítica para os bananicultores do Vale do Ribeira. A variedade nanica está com preço até 25% abaixo do que era praticado no verão de 2014, o que não cobre nem o custo de produção. Endividados, os produtores rurais não conseguem honrar os financiamentos bancários que fizeram para investimento e custeio das lavouras. Este é o segundo ano consecutivo de prejuízos e quebra na safra.

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O principal motivo da crise é o clima quente e seco, que tem queimado as folhas das bananeiras e diminuído o tamanho dos frutos. Isso prejudica a qualidade e a aparência da banana, reduzindo seu valor de mercado. Outra queixa do setor é quanto à ação de atacadistas, que determinam o preço pago ao produtor.

Em Miracatu, 40 mil caixas de banana deixaram de ser comercializadas na época certa. O motivo é a falta de compradores, mesmo com os preços baixos. O desânimo é geral e já há produtores abandonando os bananais a fim de evitar novos gastos com adubo e mão de obra.

Isso fatalmente reduzirá a oferta da fruta nos próximos meses. O momento difícil vivido pelos agricultores aprofundou a crise na economia do Ribeira, muito dependente da bananicultura. A região é considerada a mais pobre do Estado.

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O custo da comida
O preço dos alimentos subiu 99,7% no Brasil entre 2005 e 2014 segundo o IBGE, portanto muito acima da inflação oficial no mesmo período, que foi de 69,3%.

O custo ambiental
O uso excessivo de agrotóxicos causou a morte de 250 mil colmeias no Rio Grande do Sul em 2014, ou seja, metade do enxame do Estado, segundo a Universidade Federal do RS. As abelhas são essenciais para a produção de alimentos porque transformam as flores em frutos.

Cacau há 15 mil anos
Com déficit na produção mundial, preços e consumo em alta, o cacau deverá iniciar o caminho de volta à Amazônia, onde surgiu há 15 mil anos. Hoje, a África responde por 70% do mercado global do cacau, mas investidores internacionais estão promovendo uma corrida por terras baratas no Brasil, no Peru e no Equador.

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Camarão marinho…
A Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco concluiu a primeira despesca do camarão da espécie vannamei criado em cativeiro, em Pernambuco.

…em cativeiro…
O experimento comprovou que é possível produzir até 25 mil quilos de camarão por hectare (área equivalente a um campo de futebol). O faturamento chega a R$ 300 mil, com lucro de 50%, renda superior à de qualquer outra atividade agrícola.

… é bom negócio!
Os técnicos conseguiram adaptar a espécie, que é marinha, à água doce bombeada do Rio São Francisco. Agora, o desafio é adaptar o vannamei em viveiros com água salobra. A experiência tem potencial para promover uma revolução na segurança alimentar e na transferência de renda para populações carentes do Nordeste.

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Sorgo combate câncer…
Pesquisadores da Embrapa e das universidades federais de Viçosa e de São João del-Rey chegaram à conclusão que o sorgo inibe a proliferação de células cancerígenas. O cereal também reduz o colesterol e o diabetes tipo 2.

…e reduz colesterol
O sorgo é o quinto cereal mais produzido no mundo e fonte de nutrientes para mais de 500 milhões de pessoas em 30 países. No Brasil só é usado na alimentação de bovinos durante períodos de seca.

Filosofia do campo:
“Na beirada das ondas – a minha alma abriu-se para a vida, como se abre a flor da murta para o sol do estio”. Vicente de Carvalho (1866/1924), jornalista, poeta e fazendeiro santista.