Preço das verduras despenca em abril. Legumes mantêm alta

As quedas também foram significativas no pepino japonês (-45%), na escarola (-33%), no espinafre (-29%), na rúcula hidropônica (-26%) e na beterraba (-23%)

O preço das hortaliças despencou em abril no mercado atacadista de São Paulo. Depois de um começo de ano com aumentos excessivos causados pela seca e pelo calor, agora os valores começam a voltar à normalidade. O destaque em abril foi o alface, com redução de até 57% em algumas variedades. Mas, as quedas também foram significativas no pepino japonês (-45%), na escarola (-33%), no espinafre (-29%), na rúcula hidropônica (-26%) e na beterraba (-23%).

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A alface americana foi o produto que apresentou a maior redução de preços na Ceagesp em abril. Nessa variedade a queda variou entre 53% e 57%. Na alface crespa, o desconto variou entre 51% e 54%. A chicória e a mandioca registraram pequenas baixas no mercado atacadista. A couve e a berinjela, por sua vez, mantiveram preços inalterados em abril. O repolho, o pepino comum, a cenoura e a beterraba continuam sendo as hortaliças com os menores preços no mercado atacadista de São Paulo.

Apesar das boas notícias, ainda há movimentação de alta nos preços do tomate, da mandioquinha e, especialmente, do pimentão vermelho, que ficou quase 140% mais caro em relação ao final de março. No tomate, o destaque negativo é a variedade cereja. Neste caso, a oscilação registrada na Ceagesp foi de 73% de alta ao longo do mês. No mesmo período, o tomate caqui subiu 10%. Para fugir da carestia, o consumidor pode optar pelo tomate salada, cujos preços se mantiveram praticamente estáveis. Também é bom evitar a couve-flor e o brócolis. A primeira ficou 61% mais cara e o segundo teve alta de até 28% em abril na Ceagesp.

Pesquisa e extensão…

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A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios apurou que a economia do Estado recebe uma injeção de R$ 11,80 para cada R$ 1,00 investido em pesquisa. Esse retorno obtido com a extensão rural é traduzido em renda para o produtor e ganhos de produtividade na indústria alimentícia.

…girando a roda…

Criada no final de 2013 por Dilma Rousseff, a Agência Nacional de Extensão Rural (Anater) será regulamentada até junho. O orçamento da Anater para 2014 é de R$ 1,2 bilhão e o objetivo é universalizar a assistência técnica a todos os agricultores.

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…da economia

Menos de 20% dos produtores rurais dispõem de algum tipo de assistência técnica. Mesmo assim, o agricultor duplicou a safra brasileira de grãos em apenas uma década e o agronegócio passou a responder por quase um terço do PIB.

Latinoamerica

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Depois da seca no Brasil, agora é a América Central que contabiliza prejuízos nos cafezais. Lá, o motivo é o ataque de fungos. Aqui, o café já subiu 90% só este ano.

O milagre do pão

Prepare o bolso para aumentos no pão e nas massas porque a seca no sul dos Estados Unidos provocará uma quebra de 25% na safra de trigo. O país é o maior exportador mundial do cereal e o Brasil importa quase a metade do que consome.

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Leite na fazenda

O valor pago ao produtor de leite, na fazenda, subiu 6,1% em abril, segundo o Centro de Estudos em Economia Aplicada. Esse aumento logo chegará ao seu bolso, aí na cidade. Com o frio, o pasto não cresce, a produção cai e o custo com ração sobe. É o período das vacas magras, ou entressafra, como dizem os técnicos.

Açougue bacana

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Consultores apontam que o mercado atacadista aumentou em 22% o preço da carne bovina em um ano, mas o comércio só repassou 13% do reajuste aos consumidores.

Uva saborosa

Todas as variedades de uva registraram queda de preço no mercado atacadista de São Paulo no mês de abril, com destaque para a niágara, que ficou 25% mais barata. A uva itália foi a única que manteve preços estáveis.

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Filosofia do campo:

“Ser mineiro é não dizer o que faz, nem o que vai fazer, é fingir que não sabe aquilo que sabe, é falar pouco e escutar muito, é passar por bobo e ser inteligente, é vender queijos e possuir bancos”, Carlos Drummond de Andrade, in Ser Mineiro.