Estudo revela que ondas de calor aumentaram 84% no litoral de SP em 40 anos

Essa mudança no clima vem aumentando a frequência de eventos extremos

Cientistas ligados ao Instituto do Mar da Universidade Federal de SP revelaram na última terça-feira que a ocorrência de ondas de calor cresceu 84% no Litoral Paulista nos últimos 40 anos. E essa mudança no clima vem aumentando a frequência de eventos extremos. Só nesta década, tempestades violentas provocaram deslizamentos e 45 óbitos no Guarujá. Em fevereiro, São Sebastião contabilizou 66 mortes e mais de quatro mil desabrigados.

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Além da perda de vidas, o aquecimento que provoca as tragédias climáticas eleva o custo para recuperação da infraestrutura urbana.

As maiores mudanças nas temperaturas máximas diárias foram verificadas em Iguape, variando de 29,5 °C, no ano 2000, para 40,4 °C, em 2016. Lá também houve grande variação nas mínimas diárias – de  1° C, em 1990, para 17,9 °C, em 2018.

Nos litorais do Espírito Santo e do Rio Grande do Sul o aumento na incidência das ondas de calor foi ainda mais significativo. Nas últimas quatro décadas, os capixabas enfrentaram um crescimento de 188% no número de dias com temperaturas extremas. Já os gaúchos observaram alta de 100% na ocorrência de “veranicos”.

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“A mudança de padrões na costa alerta para a vulnerabilidade do Brasil. A emergência climática não é futurologia e, sim, uma realidade que temos de enfrentar, combatendo suas causas com ações concretas de mitigação e políticas públicas de adaptação”, resumiu Ana Toni, secretária nacional de mudança do clima do Ministério do Meio Ambiente.

E o aquecimento também prejudica a saúde de idosos e crianças, já que várias doenças respiratórias estão associadas à variação da temperatura. O calor favorece ainda a proliferação do mosquito causador de dengue, chikungunya e zika, cuja ocorrência, antes, ficava restrita ao verão.

O estudo foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP e publicado na revista Scientific Reports.

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância aponta que 559 milhões de crianças estão expostas a altas frequências de ondas de calor. Segundo o Unicef, esse número subirá para 1,6 bilhão até 2050.

A Organização Mundial da Saúde estima que 15 mil pessoas morreram na Europa no ano passado devido às temperaturas extremas: espanhóis e alemães foram os mais afetados. O verão europeu de 2022 foi o mais quente já registrado, provocando a pior seca desde a Idade Média.

Sabe aquele seu quintal…

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Aos 93 anos, Latif Jiji é dono da menor vinícola do mundo. Judeu nascido no Iraque e radicado nos EUA há 70 anos, o engenheiro produz 90 garrafas de vinho a cada safra. A bebida é fruto de uma única videira, que cresceu no quintal de casa, entre o cimento, na Ilha de Manhattan, em Nova Iorque. A uva niágara é a mesma que é vendida nas feiras do Brasil pelos menores preços do mercado…

…cimentado que não produz…

A planta, que ele comprou por capricho em uma loja do bairro, cresceu discretamente durante seis anos sem dar frutos, até soltar os primeiros cachos em 1983.

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…nada? Então…

Desde então, todo ano, filhos, netos, velhos amigos e até jovens da vizinhança se revezam na colheita. O porão virou adega! Inspiradora, a história de amizade, descoberta de vocações e respeito à natureza está disponível em: www.technologyreview.com/2023/02/21/1067478/the-rogue-vintner-of-manhattan/

Filosofia do campo:

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“Eu não tenho paredes, só tenho horizontes”, Mário Quintana (1906/1994), poeta gaúcho.