Está oficialmente aberta a temporada das estrelas no interior do Brasil. O outono chegou pondo fim à invernada que provocou chuvas generalizadas no Centro-Sul do País nos últimos 60 dias. Daqui até outubro, previsão é de pouca chuva e ar seco. A tendência é que os próximos 150 dias sejam de céu azul durante o dia e milhões de estrelas à noite, especialmente no interior de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. Essa é considerada a alta temporada para o turismo rural, que brinda os visitantes com aconchego nos hotéis-fazenda e a rica gastronomia brasileira.
Com crescimento de aproximadamente 30% ao ano no Brasil, segundo a Organização Mundial do Turismo, o turismo rural é uma das atividades econômicas que mais se desenvolvem no país. No ranking mundial, o Brasil já ocupa a quarta posição no segmento
E o principal motivo é poder vivenciar experiências únicas, como saborear uma fruta no meio do pomar no interior de São Paulo ou tomar um café recém-colhido numa fazenda do século 19 na zona rural do Rio de Janeiro.
Interativo, o turismo rural oferece ao viajante a oportunidade de ser protagonista, de ordenhar uma vaca e degustar o leite fresco e o queijo curado numa propriedade de arquitetura colonial na Estrada Real de Minas Gerais. Ou seja, nada de apenas contemplar, de ser um mero expectador. É um turismo participativo!
As frutas exóticas e os doces em compota de Goiás interagem com o cenário deslumbrante das cachoeiras que inspiraram a literatura de Cora Coralina, a riquíssima cultura italiana, alemã, ucraniana e polonesa características do oeste do Paraná e das antigas colônias de Santa Catarina também têm seu atrativo.
Na Serra Gaúcha, começa a temporada de festas recheadas de uma culinária saborosa e regada por um bom vinho. Naturalmente que tudo isso pode ser contemplado depois de um passeio a cavalo com as crianças ou da observação noturna de animais selvagens em seu habitat natural. Nas noites de lua cheia o espetáculo é ainda mais fascinante.
Segundo o Sebrae, São Paulo é o maior destino de turismo rural no Brasil, com 122 municípios que possuem roteiros em crescimento extraordinário nos últimos anos.
Garoupa volta ao mar
A Ong Terra Viva vai soltar no mar quase um milhão de alevinos de garoupa. Os peixes foram reproduzidos em cativeiro, em Ilhabela. A garoupa integra a lista de espécies ameaçadas de extinção pela União Internacional de Conservação (IUCN).
Mero em cativeiro
O Instituto de Pesca de SP dominou a tecnologia para congelamento do sêmen do mero. Por seu rápido crescimento, o peixe tem potencial para cultivo em cativeiro. O Ibama proíbe a pesca e comercialização do mero, que está ameaçado de extinção.
A cachaça da USP…
A Escola de Agricultura da USP comprovou que é possível obter uma cachaça com pureza, aromas e sabores semelhantes aos de um bom uísque ou conhaque.
…é nota 10!
Envelhecida por apenas 2 anos em tonéis de carvalho, a cachaça da USP apresentou características químicas iguais às de uísques de 12 anos. Conclusão: o processo de produção tem mais influência na qualidade do destilado do que a matéria-prima.
Filosofia do campo:
“Eu quero o diferente. Cansei de pessoas iguais, sonhos iguais, modas iguais, conversas iguais”, Caio Fernando Abreu (1948/1996), jornalista e escritor gaúcho.