Carne bovina e leite podem antecipar puberdade em meninas

Justiça Federal libera uso de medicamento para bovinos que pode contaminar alimentos vendidos no varejo e prejudicar a saúde humana

O Tribunal Regional Federal de Brasília suspendeu os efeitos de uma instrução normativa do Ministério da Agricultura que proibia a utilização de vermífugos feitos com a substância avermectina. Eficiente no combate a parasitas internos e carrapatos, o medicamento é largamente usado na criação de bovinos no Brasil. A proibição estava em vigor desde maio de 2014 porque suspeita-se que a avermectina permaneça na carne e no leite que chegam ao varejo.

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Segundo estudos científicos, a substância antecipa a puberdade em bezerras e há a suspeita de que a avermectina possa, também, desregular a puberdade em meninas que consumam a carne e o leite de bovinos que tenham ingerido o medicamento.

A ação foi proposta pelo Sindicato da Indústria de Produtos para Saúde Animal. Segundo a associação dos pecuaristas de Mato Grosso, a avermectina evita a ação de parasitas responsáveis por perdas de até 40 quilos de carne por animal/ano.

Para evitar danos à saúde dos humanos, o indicado é que o produto seja ministrado aos animais com um prazo de segurança para dar tempo de a substância ser expelida antes que o animal vá para o abate. Já o leite deve ser descartado por vários dias após o uso do medicamento.

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O problema é que não há fiscais agropecuários federais ou estaduais suficientes no País e nem controle na venda. Com isso, a avermectina acaba sendo ministrada aos animais sem controle nem acompanhamento de veterinários.

Hoje só as carnes destinadas à exportação são rastreadas pelos frigoríficos a fim de evitar a contaminação. Diante desse cenário, a Rússia e a União Europeia decidiram importar do Brasil apenas animais rastreados e, portanto, comprovadamente livres de avermectina.

 

 O veneno nosso…

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A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, ligada à Organização Mundial da Saúde, publicou documento no último dia 20 classificando a substância glifosato como “provável cancerígeno” para humanos. Exames encontraram vestígios do herbicida na água, comida, urina e até no leite materno.

 

…de cada dia…

O glifosato é usado pela multinacional Monsanto na produção do herbicida Roundup, largamente consumido no Brasil para controle do mato em plantações de frutas, verduras e legumes. A empresa diz que a substância “é segura para a saúde”.

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Salve o único pinheiro..

Está aberta a colheita de pinhão nas matas do Paraná. Tradicional nas festas juninas, a semente da araucária estava com a coleta proibida até terça-feira para garantir a alimentação dos pássaros e permitir a regeneração espontânea da espécie, que cobria os estados do Paraná e Santa Catarina, mas corre risco de extinção.

 

… nativo do Brasil

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Única espécie de pinheiro nativa do Brasil, a araucária recebeu atenção especial neste ano: “Respeitando a data da colheita do pinhão garantimos a sua existência para as próximas gerações”, resume o Instituto Ambiental do Paraná.

 

Suíno em queda

A carne suína atingiu o preço mais baixo desde março de 2013 no atacado paulista, segundo o Cepea/USP. O motivo é a fraca demanda. Na média de 2014, a carne suína foi 27% mais barata que a bovina.

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Vai tangerina freguesa?

Está oficialmente aberta a colheita da tangerina poncã no interior de SP e de MG.

 

Filosofia do campo:

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“Podes cortar todas as flores, mas não podes impedir a primavera de aparecer”, Pablo Neruda (1904/1973), poeta e cônsul chileno.