O Brasil deverá colher mais de 200 milhões de toneladas de grãos em 2015. Pelo menos essa é a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do IBGE. O País deverá colher ainda mais soja (6%), mais arroz (8%) e mais amendoim (15%). Em compensação, dos campos brasileiros deverá brotar menos algodão, menos feijão e menos milho que em 2014.
Os motivos tanto para o aumento quanto para a redução na colheita desses grãos são as velhas leis de mercado. Ou seja, os cereais que deram boa remuneração ao produtor em 2014 deverão ganhar mais espaço no campo, enquanto que aqueles que tiveram preços insatisfatórios para o agricultor terão suas áreas reduzidas.
A exceção é a soja, cujos preços não foram tão altos no mercado internacional em 2014 como em anos anteriores, mas o grão tem venda garantida, o que traz segurança ao produtor. Dependendo do clima, o Brasil pode se tornar em 2015 o maior produtor mundial de soja, beirando os 100 milhões de toneladas.
O caso do feijão é diferente. Além dos preços baixos em 2014, o cereal ainda ficou parado nas fazendas à espera de comprador. Porém, o cenário pouco favorável ao feijão em 2015 pode mudar nas duas safras seguintes à que vai ser colhida agora no verão. Para isto, basta que os preços ao produtor melhorem no primeiro semestre.
No café, uma incógnita. Há diversas previsões de safra oscilando entre 45 e 49 milhões de sacas de 60 quilos. A única certeza é que as chuvas que deveriam cair sobre áreas de cultivo do Sudeste a partir de outubro ficaram abaixo da média, o que deverá impactar a colheita durante o inverno de 2015.

Estoque do Governo
A Conab entra o ano com mais de 2 milhões e 200 mil toneladas de grãos entre milho, trigo, café, feijão e arroz estocadas para socorrer o mercado caso haja quebra nas safras brasileiras. O Governo Federal também costuma utilizar essa reserva para conter a alta no preço dos alimentos.
Árvores na estrada
Neste ano, deve ir a votação no Congresso Nacional o projeto de lei 3.689/12, que responsabiliza o poder público pelo plantio de árvores nas margens de rodovias. A medida pretende reduzir o impacto das queimadas na beira das estradas. Com a sobra das árvores, as gramíneas não crescem e, portanto, não há fogo.
Guaraná da Bahia…
Além de produzir os melhores grãos de café do Brasil na Chapada Diamantina, o estado da Bahia também fechou 2014 com outro resultado significativo: é o maior produtor brasileiro de guaraná, superando até o Amazonas, região nativa do fruto.
…para o mundo
A região conhecida como Baixo Sul da Bahia planta guaraná em uma área equivalente a 7.600 campos de futebol e exporta o produto em pó e em grãos para diversos países como Alemanha, Itália, França e Estados Unidos.
Você ainda vai…
Um pequeno tubérculo, do tamanho de um rabanete, está provocando uma autêntica corrida do ouro no sopé da Cordilheira dos Andes, no Peru.
…ouvir falar do…
Conhecida desde os tempos da civilização Inca, a maca peruana tem despertado o interesse dos chineses, que atribuem a ela poderes afrodisíacos. O tubérculo é fonte de vitaminas, minerais, proteínas, fibras e mais uma lista de outros nutrientes.
…superalimento Inca
A maca peruana também invadiu supermercados norte-americanos, onde é vendida como “superalimento inca” capaz de combater o câncer. Lá custa até US$ 60 o quilo.
Filosofia do campo
“A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas”
– Carlos Drummond de Andrade (1902/1987) poeta mineiro