Quem é que não quer viver mais e melhor? A longevidade é uma conquista da ciência e da medicina. Já alcançá-la depende de nós. De cada um de nós.
Começar por cuidar do corpo. Ele é muito importante. Talvez a coisa mais importante enquanto estivermos por aqui. Por isso, o sedentarismo é chamado de “o pai de todos os males”.
Por isso, qualquer movimento conta. O corpo humano não pode ficar parado. Mais do que intensidade nos exercícios, é preciso procurar a regularidade. Caminhar pouco e sempre é melhor do que muito às vezes.
Todo movimento é importante. Andar de bicicleta, dançar, pular. Isso reduz o risco de doenças, combate a obesidade, hipertensão e diabete, turbina a produção de hormônios como endorfina, dopamina e serotonina.
Outro conselho importante: descascar mais, desembrulhar menos. Ter uma alimentação saudável, comer comida de verdade. Valorizar alimentos frescos e evitar os ultraprocessados. Reduzir, também, o consumo de carne vermelha.
Algo que eu não consigo ainda: o sono reparador. Ir para a cama toda noite no mesmo horário, acordar pela manhã também com regularidade. Desligar-se do celular à noite. Trocá-lo por um livro. Sabe o que é livro? Aquele objeto de papel, com folhas que você tem de virar, uma a uma, sem o auxílio do toque na telinha?
Curtir as amizades. Conversar, interagir. Não se isolar. Procurar contato com várias gerações. Não achar chatas as crianças malcriadas. Tentar compreendê-las. Ter paciência com os mais velhos.
Ter momentos de lazer. Praticar hobbies, aprender idiomas, tocar instrumento musical, plantar e arrancar ervas daninhas dos jardins.
Pode ser do jardim público, que também é seu. Evitar a dependência do fumo e do álcool. Ter bom humor.
Será que a gente consegue tudo isso? Sem tentar, não adianta. Ou seja: viver mais e melhor depende da nossa força de vontade, do nosso deliberado desejo de viver mais e melhor. Não desistir da vida, por pior que ela seja. Agradecer, a cada manhã, a graça de acordar. E agradecer, a cada noite, a bênção de ter onde dormir. No mundo em que vivemos, isso não é pouco. Na verdade, é muito.
*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
