Seu depoimento diz que estava a conversar com o ex-Deputado José Eduardo de Macedo Soares, quando ouviu uma altercação de um grupo em pé, junto à primeira fila de assentos. Ouviu a voz do Deputado Simões Lopes, que protestava e responsabilizava a maioria parlamentar pelos distúrbios ocorridos momentos antes na rua, diante do prédio da Câmara.
O Deputado Sousa Filho retrucou alguma coisa e levou um soco de seu colega Simões Lopes. Nisso, um grupo passou a segurar os contendores. Mas Sousa Filho já levava bengaladas de um rapaz identificado como filho de Simões Lopes.
O agredido conseguiu se apoderar de um pedaço da bengala com que fora atingido e partiu em direção ao filho do agressor. Nisso, Simões Lopes, que se libertara dos que o tentavam segurar, sacou do revólver e já disparou. Embora Humberto de Campos tentasse impedir, o homicida prosseguiu.
A vítima ficou deitada no chão e Simões Lopes disparou a arma a queima roupa. Sousa Filho quis se levantar, cambaleando, vindo a cair morto logo em seguida.
Para Humberto de Campos, Simões Lopes matou Sousa Filho com ferocidade. Matou-o no chão, a menos de um metro entre seu corpo e o cano do revólver. Encontrou-se com o homicida na Polícia. Acompanhavam-no Evaristo de Morais e Plínio Casado. “O Sousa morreu”, diz alguém.
– “Morreu? Não sabia!”, exclamou sem grande emoção. Uma tragédia parlamentar, na verdade, paralamentar…
*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
