‘Terrifier 3’ apela para o exagero para chocar o público em uma trama vazia

Ame ou odeie a franquia “Terrifier” certamente é um exemplo de casos de sucesso autorais, pois além do cineasta Damien Leone não ter vendido o personagem Art para nenhum estúdio de Hollywood, ele investe pouco e rende muito nas bilheterias. Ainda com liberdade criativa sob sua obra, os fãs esperam em cada capítulo mortes e cenas de violência mais brutal. Em “Terrifier 3”, o custo foi de US$ 2 milhões e até agora já rendeu cerca de US$ 60 milhões mundialmente.

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A história começa algum tempo depois do término do segundo longa, com Art (David Howard Thornton) renascendo e agora com a companhia de Victoria (Samantha Scaffidi) continua espalhando seu cenário caótico com mortes brutais. Ao mesmo tempo, Sienna (Lauren LaVera) e seu irmão Jonathan (Elliott Fullam) tentam superar o trauma vivido com o psicopata.

Leone sabe que os fãs desta franquia querem exclusivamente uma única coisa: mortes brutais e criativas. Diante disso, durante as duas horas de projeção ele entrega uma verdadeira montanha russa de brutalidade e a violência se torna um coadjuvante de luxo. Se o Art está em cena, podemos esperar que não existam sobreviventes no recinto, independentemente se sejam adultos ou crianças (que chega a ser um exagero desnecessário).

Diferente dos dois primeiros, esta terceira parte conseguiu um orçamento maior e por conta disso pode ir um pouco mais além na abordagem dos assassinatos. Por isso, espere atos muito piores do que já foi apresentado (inclusive uma, em especial, é a mais macabra da franquia).

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Só que por conta da metragem extensa, a partir de determinado ponto da narrativa, não há mais paciência para acompanhar cenas de brutalidade extrema, que só servem para captar a atenção do espectador.

Ao serem inseridos os momentos de respiro, percebemos que Leone não é um bom diretor dramático, pois os arcos de Sienna e Jonathan remetem a uma trama de filme pornográfico (uma vez que o público não se interessa pela história, apenas pela ação em si). 

Como estamos citando um filme trash, a atmosfera dele é obrigatoriamente ruim e aqui isso não é diferente. Mesmo com Sienna se tornando uma final girl interessante no segundo, neste terceiro parece que ela começou a ficar mais apagada e menos desenvolvida. Inclusive, é nítido que Leone já começou a desenhar neste um terreno para algo maior para ela nos próximos títulos.

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“Terrifier 3” acerta em termos de brutalidade, mas possui uma queda brusca na narrativa que estava estabelecida no segundo título.