‘Sonic 3’ é o verdadeiro presente natalino da Paramount

A franquia cinematográfica de “Sonic” é um caso de que sempre deve ser levado como exemplo por produtores e executivos de Hollywood. Em cada continuação, eles jamais deixam de ouvir as críticas dos fãs para melhorarem os produtos finais. 

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Enquanto no primeiro filme, o visual do protagonista foi totalmente alterado para se tornar mais fiel aos games, neste terceiro o foco dos coadjuvantes humanos foi reduzido e a trama passou a ser sobre Sonic, Shadow e claro, Robotnik (Jim Carrey). 

Após o misterioso Shadow espalhar um cenário de caos e ninguém conseguir detê-lo, Sonic e seus amigos resolvem contactar o próprio Dr. Ivo Robotnik para os ajudar. Só que eles não imaginavam que algo pior estaria por vir.  

Os roteiristas Pat Casey, Josh Miller e John Whittington deixaram de lado os casamentos e piadas envolvendo o atrapalhado policial Wade (Adam Pally), e a relação do casal Tom (James Marsden) e Maddie (Tika Sumpter), para focar totalmente na trama principal. Realmente, o resultado não poderia ter sido mais positivo.

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A começar que a história já parte do pressuposto que conhecemos os personagens, com exceção de de Shadow e o próprio Gerald Robotnik, avô de Ivo. Neste contexto, o primeiro é bem tratado e conforme sabemos mais de seu passado, mais humanizado ele é.

Do outro, temos mais uma performance de um Jim Carrey dos anos 90, usando e abusando das caretas, que resultam momentos hilários (com direito a mais uma divertida sequência de dança). Inclusive, o veterano consegue interpretar plausívelmente dois personagens que convivem juntos na maioria do tempo.

Como cereja do bolo, o cineasta Jeff Fowler nitidamente amadureceu no desenvolvimento das cenas de ação. Não existem mais interrupções para piadas ou quebras das sequências de suspense, mesmo algumas delas sendo clichês.

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Dois exemplos são a introdução de Shadow já na abertura e a batalha final, que mesmo com as tradicionais piadas de Carrey, não há uma quebra no estilo. O estilo de CGI beira a uma animação, mas isso se casa perfeitamente com a proposta de Fowler.

“Sonic 3” termina como uma verdadeira lição de casa para a indústria cinematográfica, pois entrega o que queremos e ainda trás um grande sucesso financeiro para o estúdio.

Obs: existem duas cenas pós-créditos que realmente são mais úteis que qualquer última produção da Marvel Studios. 

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Obs 2: Mesmo com nomes fortes como Keanu Reeves e Idris Elba dublando alguns dos protagonistas, é uma pena a própria Paramount não lançar versões legendadas na maioria nos cinemas brasileiros