‘Invocação do Mal 4’ aposta no carisma dos atores, mas sofre com direção irregular

Longa é vendido como o último capítulo da saga

Warner Bros/Divulgação

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Pode-se dizer que a franquia “Invocação do Mal” é uma das mais bem-sucedidas dos últimos anos, onde, mesmo com alguns títulos possuindo uma qualidade mediana, consegue render milhões para a Warner Bros. Entretanto, com o “desgaste” da fórmula, o estúdio anunciou que o quarto possivelmente seria o último filme estrelado pelo casal Warren.

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“Invocação do Mal 4: O Último Ritual” opta por não apenas homenagear tudo o que já foi visto ao longo dos oito longas lançados anteriormente.

Na trama, Ed (Patrick Wilson) e Lorraine (Vera Farmiga) se veem obrigados a enfrentar novamente uma maldição que não conseguiram controlar no passado, mas que afetou diretamente Judy (Mia Tomlinson) ao longo dos anos.

Assumindo a direção dos últimos títulos da franquia, Michael Chaves nunca se mostrou como um diretor que sabe aproveitar as oportunidades que lhe são colocadas.

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Se, por um lado, ele consegue guiar os arcos dramáticos e cômicos, como é o caso da interação entre o namorado de Judy, Tony (Ben Hardy), com o casal Warren, por outro, ele não consegue apresentar nenhuma sequência de scary-jump ou impactante como James Wan fez nos dois originais.

Um exemplo é a própria sequência que envolve o primeiro episódio demoníaco na casa da família da vez. Ele não deixa o espectador entrar dentro da emoção e comprar o horror que há ali. No entanto, não se sabe se a escolha narrativa também não teve interferência por terceiros.

Porém, por conta do roteiro, que novamente consegue captar a atenção do espectador, e da excelente química entre Farmiga e Wilson, mais uma vez a trama consegue ser comprada pelo público.

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Embora não haja nenhum momento que consiga definir um “desfecho” marcante, o embate final ainda assim consegue prender a atenção, muito mais por conta do carisma dos atores do que pela direção de Chaves (que em momento algum se destaca).

“Invocação do Mal 4: O Último Ritual” consegue se manter no mesmo nível do terceiro episódio, mas, por mais que seja um possível encerramento da franquia, ainda mostra que há um gás extra para o legado dos Warren continuar.