Ethan Hunt mostra a Indy e Bond como se encerra uma franquia

Oitavo filme promete encerrar o seu arco geral

Paramount Pictures/Divulgação

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Depois de diversos problemas durante suas gravações, que vão desde incidentes com um submarino, greve dos atores e roteiristas, e até mesmo um cenário de pandemia que prejudicou suas gravações, já que, a princípio, ele seria concebido junto ao sétimo filme, “Missão: Impossível – O Acerto Final” finalmente foi lançado nos cinemas.

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Felizmente, os roteiristas Christopher McQuarrie (que também assina a direção da série pela quarta vez), Erik Jendresen e o próprio Cruise sabem o que os fãs querem e fazem questão de entregar isso.

Depois dos eventos de “Acerto de Contas”, Ethan Hunt (Cruise) segue vivendo como foragido. Entretanto, ao se reencontrar com o misterioso Gabriel (Esai Morales), ele descobre que é a única pessoa capaz de conseguir controlar uma poderosa inteligência artificial, conhecida como “A Entidade”, que pretende extinguir a humanidade.

Além de correr durante boa parte da trama, Cruise ainda se mostra como um ótimo ator quando o assunto é protagonizar cenas de ação. Novamente se arriscando para entregar ótimas sequências práticas, pelas quais o próprio McQuarrie faz questão de usufruir de takes para deixar claro que ele realmente não usou dublês e os CGIs foram bastante homeopáticos.

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Graças a este ritmo desenfreado, e com diversas tomadas de ação acontecendo quase de forma simultânea, as quase 3 horas de duração não são sentidas ou cansativas.

Dois exemplos são as sequências que envolvem Hunt em um submarino e a icônica sequência do avião que estampa o material promocional. Mesmo que o público esteja ciente do possível desfecho de ambas, o suspense consegue dominar estes momentos por conta das sensações de acrofobia e claustrofobia.

Intercalando com elas, existem dois momentos breves que ainda exigem do talento dramático do veterano, pelos quais ele transparece que ainda consegue mandar bem neste contexto também.

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Só que, assim como em “Top Gun Maverick”, a própria trama brinca com o fator “protagonista indestrutível” e conta com diversas facilidades narrativas para ele conseguir o que almeja. Independente de ser com a Presidente dos Estados Unidos (Angela Bassett) ou uma almirante renomada (Hannah Waddingham).

Porém, a sensação ainda é que todos os personagens possam, em algum momento, se sacrificar por conta do cenário cada vez mais complexo colocado em cena. Nestes arcos mais dramáticos, o peso cai mais para Benji (Simon Pegg) e Luther (Ving Rhames).

Ao mesmo tempo, temos a sensação de que a equipe de Hunt está ganhando reformulações “substitutas”, por conta das adições de Grace (Hayley Atwell) e Degas (Greg Tarzan Davis), que coincidentemente remetem a IIsa (Rebecca Ferguson) e ao próprio Luther, respectivamente.

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Como se trata de um longa-evento, semelhante a “Vingadores Ultimato”, há passagens que remetem a outros capítulos da franquia onde a própria trama as resume por meio de flashbacks para que o espectador não precise revisitar os anteriores.

“Missão Impossível – O Acerto Final” é o filme evento que faz jus a sua franquia, e mais um caso de como a Marvel ainda influencia o cinema positivamente.