Férias de julho: viajar com ou sem os pets exige planejamento e cuidados

Pequenas atitudes diárias fazem diferença na confiança do pet/Pixabay

As férias de julho chegaram e, com elas, os planos de viagem em família. Para muitos responsáveis, no entanto, surge uma dúvida importante: levar ou não seus bichinhos? A boa notícia é que, atualmente, existem diversas opções para garantir conforto, segurança e bem-estar aos nossos companheiros, seja compartilhando a viagem ou permanecendo em casa.

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Nos últimos anos, o conceito de turismo pet friendly ganhou cada vez mais espaço. Muitos hotéis, pousadas, restaurantes e estabelecimentos passaram a receber cães e gatos como hóspedes, permitindo que participem de momentos de lazer ao lado de suas famílias. Em muitos desses locais, os animais podem compartilhar o quarto com seus responsáveis, frequentar áreas comuns e desfrutar de experiências especialmente planejadas para eles.

Entretanto, nem todos os animais se adaptam bem a deslocamentos, longas viagens ou mudanças bruscas de rotina. Nesses casos, os hotéis especializados para pets podem ser excelentes alternativas.

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Atualmente, muitos hoteizinhos oferecem muito mais do que hospedagem. Diversos estabelecimentos contam com atividades de lazer, socialização supervisionada, enriquecimento ambiental, áreas de descanso confortáveis, alimentação nos horários habituais e monitoramento constante. Alguns locais disponibilizam inclusive sistemas de câmeras que permitem aos responsáveis acompanhar a rotina dos seus animais em tempo real, proporcionando maior tranquilidade durante a viagem.

Muitos hotéis também possuem espaços exclusivos destinados aos felinos, respeitando suas necessidades comportamentais específicas. Além disso, algumas estruturas estão preparadas para receber animais exóticos, ampliando as possibilidades de hospedagem segura para diferentes espécies.

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Outra opção que vem conquistando cada vez mais famílias é o serviço das chamadas “pet sitters”. Esses profissionais realizam visitas domiciliares para alimentar, medicar, higienizar e interagir com os animais em seu próprio ambiente. Essa alternativa costuma ser especialmente interessante para gatos, pacientes idosos, animais com necessidades especiais ou que fazem uso contínuo de medicamentos, já que permanecer no ambiente familiar reduz significativamente os níveis de estresse.

Independentemente da escolha, alguns cuidados médicos são indispensáveis antes da viagem ou da hospedagem.

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O check-up clínico com o médico-veterinário deve fazer parte do planejamento. A atualização do protocolo vacinal é fundamental para reduzir o risco de doenças infecciosas, especialmente em ambientes de convivência coletiva.

Entre as vacinas recomendadas estão a vacina polivalente, responsável pela proteção contra importantes doenças virais, como cinomose, parvovirose, adenovirose, hepatite infecciosa e leptospirose, além da vacina antirrábica. Dependendo do perfil do animal e do local de hospedagem, o médico veterinário poderá recomendar ainda a vacinação contra gripe canina e giardíase, enfermidades facilmente disseminadas em ambientes com grande circulação de animais.

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Outro cuidado essencial é a prevenção contra ectoparasitas, como pulgas, carrapatos e alguns tipos de sarnas. A utilização de produtos antiparasitários prescritos pelo médico-veterinário contribui para proteger não apenas o animal, mas também os demais hóspedes e o ambiente.

Com planejamento, prevenção e muito carinho, é possível aproveitar as férias com tranquilidade, levando ou não os nossos amigos de quatro patas. Afinal, eles merecem todo cuidado, respeito e amor — mesmo quando estamos longe.

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Fernanda Vasconcelos Monsalvo é médica veterinária formada pela UNESP, com atuação em clínica médica de pequenos animais, pós graduada em endocrinologia e metabologia e nutrição funcional de cães e gatos. Dedica-se ao acompanhamento individualizado de pacientes, com foco em medicina baseada em evidências e qualidade de vida.