Wesley diz que cumprirá medidas cautelares com 'total rigor e disciplina'

O dono da JBS deixou a carceragem da Polícia Federal, em São Paulo, no início da madrugada após cinco meses preso

Comentar
Compartilhar
21 FEV 2018Por Estadão Conteúdo22h30
Wesley Batista informou ao juiz que está afastado de todas as suas empresasWesley Batista informou ao juiz que está afastado de todas as suas empresasFoto: Divulgação/Fotos Públicas

O empresário Wesley Batista recebeu, em audiência nesta quarta-feira, 21, orientações do juiz Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Federal, de São Paulo, sobre as medidas cautelares que terá de cumprir. O dono da JBS deixou a carceragem da Polícia Federal, em São Paulo, no início da madrugada após cinco meses preso.

De camisa azul e óculos, o empresário permaneceu quase toda a audiência em silêncio. Wesley Batista informou ao juiz que está afastado de todas as suas empresas. Ao final da audiência, Wesley pediu a palavra e disse que cumprirá com "total disciplina e rigor" as medidas cautelares.

Por ordem do Superior Tribunal de Justiça(STJ), o irmão de Joesley Batista deveria ficar de tornozeleira eletrônica. A Justiça Federal, em São Paulo, não dispõe de tornozeleira eletrônica.

Wesley Batista não está em prisão domiciliar. O empresário precisa entregar o passaporte en 48 horas.

Na audiência, a procuradora Thamea Danelon, do Ministério Público Federal requereu que enquanto não fosse implementado o monitoramento eletrônico que fosse alternativamente impostos o comparecimento semanal em juízo e uma fiança de R$ 50 milhões.

O advogado Pierpaolo Bottini, que defende Wesley Batista, discordou dos pedidos da procuradora. Segundo o criminalista, os requerimentos agravariam a situação do empresário.

O juiz determinou que Wesley compareça semanalmente em juízo. Diego Paes Moreira ordenou que seja pedido um empréstimo de tornozeleira eletrônica à Vara de Execução Penal da Justiça Federal de Curitiba. O magistrado decidiu que o requerimento do Ministério Público Federal sobre a fiança será analisado "na hipótese de inviabilidade da efetivação breve do monitoramento eletrônico".

O empresário poderá responder livre ao processo em que é acusado de cometer insider trading, que é o uso de informação privilegiada para lucrar no mercado financeiro.

A decisão do STJ também alcança Joesley, que, no entanto, seguirá preso. Contra o empresário, há outro pedido de prisão preventiva - este autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter supostamente omitido informações de sua delação.