Vila Madalena deve ficar de fora do Carnaval a partir de 2018, diz Doria

Segundo Doria, o Carnaval de rua continuará a ser incentivado na cidade, mas em outras áreas, como a rua da Consolação (na região central)

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06 MAR 2017Por Folhapress17h30
Neste ano, porém, o bairro já tinha sido desbancado pela região central na concentração de blocosNeste ano, porém, o bairro já tinha sido desbancado pela região central na concentração de blocosFoto: Agência Brasil

Tradicional point de foliões, a região da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, deve ficar sem Carnaval a partir do próximo ano. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (6) pelo prefeito João Doria (PSDB), em entrevista à Jovem Pan. "É um bairro eminentemente residencial", destacou ele.

"Provavelmente não faremos mais Carnaval na Vila Madalena, não há condições pra isso. A Vila Madalena fica muito machucada, muito afetadas. Embora tenha bares, restaurantes, comércio, é um bairro eminentemente residencial", afirmou, destacando que não se trata apenas do descanso dos moradores, mas também do acesso às casas que fica comprometido durante as festas.

Segundo Doria, o Carnaval de rua continuará a ser incentivado na cidade, mas em outras áreas, como a rua da Consolação (na região central), onde, segundo ele, "existem residências também, mas não há no mesmo volume que temos na Vila Madalena".

Até o ano passado, a Vila Madalena concentrava a maior parte dos foliões e os problemas decorrentes, como excesso de lixo, barulho na madrugada, furtos e dificuldade na dispersão do público. Houve até confrontos entre policiais militares e pessoas que se recusavam a deixar as ruas -cenas recheadas de bombas de efeito moral.

Neste ano, porém, o bairro já tinha sido desbancado pela região central na concentração de blocos. A região da Sé foi que teve o maior número dos mais de 430 blocos, seguido por Pinheiros, Lapa e Vila Mariana.

Doria também admitiu nesta segunda que houve problemas no trânsito da cidade por conta de alguns blocos e afirmou que em 2018 será investido "mais tempo em avisar, comunicar as pessoas, que, por circularem sem informação, ficam no trânsito, irritadas, com razão".