Vereadores votarão projeto que aborda abstinência sexual de adolescentes nesta quinta

Texto quer incluir no calendário da cidade a 'Semana Escolhi Esperar'

Comentar
Compartilhar
17 JUN 2021Por Da Reportagem11h55
Gravidez na adolescência é motivo de projeto de leiGravidez na adolescência é motivo de projeto de leiFoto: Mustafa Omar/Unsplash

A Câmara dos Vereadores de São Paulo deverá debater ainda nesta quinta-feira (17), durante sessão extraordinária, o projeto de lei 813/2019. De autoria do vereador Rinaldi Digilio (PSL), a matéria quer inserir no calendário oficial da cidade de São Paulo a 'Semana Escolhi Esperar'.

Segundo o edil, o período seria utilizado pelas autoridades competentes do município para realizar ações de conscientização e prevenção sobre gravidez precoce. Em seu texto original, o parlamentar prevê que este período de sete dias ocorra sempre durante a primeira quinzena de todo mês de março.

A semana 'Escolhi Esperar de Prevenção a Gravidez Precoce' tem por objetivo de disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez precoce. O evento será desenvolvido no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde e de Educação e terá como sua principal ferramenta a promoção de palestras que deverão ser direcionadas a profissionais de saúde e educação, visando identificar possíveis munícipes que se enquadrem no perfil além da exposição com cartazes citando eventuais causas, consequências e como prevenir.

A primeira versão do PL prevê o direcionamento de atividades para o público alvo do programa, principalmente para as pessoas consideradas de grupos vulneráveis e realização de monitoramento de possíveis casos para avaliação e cuidado promovendo a interdisciplinaridade entre os profissionais que irão atuar no segmento.

"A propositura visa alertar a população em geral, mas principalmente os adolescentes, sobre as causas e consequências de uma gravidez precoce. No Brasil, a taxa é de 62 adolescentes grávidas para cada grupo de mil jovens do sexo feminino na faixa etária entre 15 e 19 anos. O índice é maior que a taxa mundial, que corresponde a 44 adolescentes grávidas para cada grupo de mil, diz o relatório da ONU em abril de 2019", afirma Rinaldi em sua justificativa.

"A mulher grávida precocemente pode apresentar sérios problemas durante a gestação, inclusive risco de morte. Entre os fatores biológicos que merecem destaque, podemos citar os riscos de prematuridade do bebê e baixo peso, morte pré-natal, anemia, aborto natural, pré-eclâmpsia e eclampsia, risco de ruptura do colo do útero e depressão pós-parto", conclui o vereador.